No Sábado passado o conjunto Livity provou aos fãns que com esta banda uma coisa é certa: “We gotta party!” De facto, “festa foi bedju!”
O grupo reafirmou a sua supremacia no mundo musical cabo-verdiano com uma excelente performance orquestrada pelo talentoso Jorge Neto e vibrante Kino Cabral. Mas esta só foi possível graças à harmoniosa combinação dos elementos da sua banda: desde o Mark Knopfler caboverdiano, Johnny Fonseca, passando pelo batarista Grace Évora e culminando com Roberto Matias (bass) e o resto do conjunto. De facto, a nova dupla do coro feminino deu um melhor tempêro ao UAU de Jorge Neto. Também há quem diga que o Kassav deve prestar atenção à competição apresentada pelo Livity com o novo trio no sopro: Wouler Scheuller (saxofone), Wouler Kluch (trompeta) e Otmar Cornelia (trombone). Este perfeito agrupamento conveceu aos fãns que de facto Livity “ê sô Livity.”
Mas antes da sabura veio a tempestade. "Fladu fla ma bomberus di Providence da permison pa 1800 alguen mas benbedu 2500 bilhetis." Diz-se por aí que mais de 500 pessoas icaram na rua com bilhetes na mão f. Isto, junto com a excitação para ver o clássico Livity e ouvir o UAU do Neto, e a falta de organização típica crioula formou um receita para a
perfeita tempestade, "ô sima nu ta flan a kriolu, bruku bruku!"
Impacientes por esperar horas e horas em fila, cansados da longa viagem desde de Flórida, Ohio, New Jersey e entre outros Estados, irritados por terem bilhetes na mão e não poderem entar no auditório, o sangue crioulo ferveu-se acima do nível da tranquilidade: Polícias foram pressionadas e as magestosas portas do Centro da Convenção de Rhode Island, não resistindo a força da multidão, acabaram por se arrenbetar. O caos atrasou o concerto por quase duas e a multidão dentro do auditório perdeu a paciência. Mais de cinco diferentes pessoas incluíndo o gerente do Centro da Convenção subiram ao palco para acalmar o público. Mas o Jesus Cristo do momento foi Jorge Neto. Com um UAU ele acalmou a tumultuosa multidão e levou-lhes a tão necessária cooperação. O resto foi história: Livity provou e comprovou a sua reputação de uma das melhores bandas musicais cabo-verdianas de todos os tempos, cerca de três quarto dos fãns dentre do auditório liberaram a sua euforia ao sabor de Sen Niguen, Livity, Rosinha, Belita, entre outras. O resto de um quarto do público voltou-se para casa com bilhetes na mão, desapontados de não poderem ver Jorge Neto e a malta, e “xatiadu sima mar di Alkatraz a pontu di alguns fazi amiasa di morti a organizadoris di konsertu.”
Será que os crioulos da Ámerica não merecem Livity em melhores circunstâncias? A resposta ficará ao cargo de Livity e seu manager a decidir se virão aqui de novo para confortar os fãns que ficaram com água na boca e bilhetes na mão. Quanto a mim, sugiro ao conjunto que levem a sério as palavras do Beto Dias: “Ami sin bira na bai, ê go go gosi…”