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Impacto do racismo sobre a identidade Caboverdiana nos EUA

 
Post new topic   Reply to topic    The People's Voice | Vos Di Povu Forum Index -> Race, Identity and Culture - Raça, Identidade e Cultura
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Dr. Viriato de Barros
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PostPosted: Tue Oct 03, 2006 6:21 pm    Post subject: Impacto do racismo sobre a identidade Caboverdiana nos EUA Reply with quote

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Que Impacto têm o racismo e a imposição cultural sobre a identidade dos Caboverdianos nos Estados Unidos?

Autor: Dr. Viriato de Barros Correspondente da FORCV em Lisboa

Dr. Viriato de Barros actualmente investiga temas de História, Literatura e Interculturalidade ligada a problemas de educação e inserção de imigrantes e é membro permanente do corpo docente do Centro de Estudos Multiculturais em Lisboa.

este artigo foi escrito a propósito de um tema abordado no romance “Identidade” por Dr. Viriato de Barros

Os imigrantes inseridos numa sociedade multiétnica e multicultural, como é a dos Estados Unidos, essencialmente racista, acabam por desenvolver um tipo de racismo endógeno por equívoco assimilacionista dos padrões de avaliação pertencentes à sociedade em que se insere a comunidade imigrante.

O equívoco neste caso reside na rejeição identitária em troca de uma ilusória tentativa de, a partir daí, ser aceite como igual no meio envolvente. Como essas tentativas são geralmente frustradas, já que o grupo étnico maioritário, e dominante pelo seu poder económico, é impermeável a essas tentativas de ingresso, esses imigrantes acabam por se isolar numa zona oscilante, como aquelas plantas aquáticas de raizes supensas que flutuam ao sabor das correntes e marés.

É por isso que penso que a força verdadeira dos imigrantes está na sua unidade cultural e na ligação à suas próprias raizes. A integração dos imigrantes na sociedade de acolhimento não tem necessariamente de ser assimilacionista dos seus padrões culturais, atitude muitas vezes adoptada como estratégia de aceitabilidade. Os afro-americanos só começaram a ter o respeito da maioria étnica americana, classificada como “ branca” ou “white”, isto é, os euro-americanos, na sua maioria anglo-saxões, quando decidiram afirmar-se como afro-americanos, isto é, “pretos” ou “black”, e não quando se esforçavam para se assimilar a ela, jogando dentro das suas regras e padrões, essencialmente racistas, colocados sempre num plano de superioridade étnica e cultural. Os afro-americanos rejeitaram qualquer eufemismo condescendente para os classificar, neutralizando assim a carga negativa ou pejorativa do termo “black”, ainda que estivessem implicitamente a aceitar uma classificação que lhes tinha sido imposta pelo critério racialista da maioria euro-americana dominante. Foi como se de um momento para o outro os afro-americanos tomassem consciência de que ao tentarem ser cada vez mais parecidos com os euro-descendentes que constituiam a maioria e a classe dominante, estavam precisamentea ser joguete da sua estratégia de domínio dentro da sociedade americana, fazendo inconscientemente o seu jogo racista, ou seja, para usar a expressão empregada pelos afro-americanos, “playing in the hands of the racists”.

Para esses membros da classe reinante - e essa era ( ainda é, embora não tanto) a diabólica ironia –, uns mais escuros, outros menos escuros, ou, se se quiser inverter essa ordem , uns mais claros outros menos claros, era tudo burocratica e simplesmente “black”, ou “Negro” ( pronunciado “nigrou”) ao gosto do Estados do Sul, e para os mais renitentes ou desactualizados, “nigger”, na hora da verdade, como arma de insulto radical e definitivo, ou desabafo final, a ponto de este termo “nigger” passar a ser utilizado por vezes pelos próprios afro-americanos para insultar o seu irmão étnico de comportamento menos digno, ou para o alertar contra alguma atitude de subserviência em relação ao grupo étnico maoritário, que ele classifica por seu lado pura e simplesmente como “white”, ou pejorativamente como “whity” ou por outros termos igualmente depreciativos.

A verdadeira afirmação dos africanos na América começou na realidade não a partir do momento em que se assumiram como aquilo que a etnia dominante, ou seja a vagamente denominada “white”, determinaram que fosse, classificando-o como o sendo, mas sim no momento em que se assumiu como o que na realidade, antes de mais e acima de tudo, eram: homens e mulheres. Homens, mulheres e crianças. Gente, “people”, pessoas, que foram sequestradas na sua origem, em Africa, e trazidos à força para a America como escravos para trabalhar para os colonos europeus que ali se tinha fixado. Nem sequer para trabalhar com eles, mas sim para eles. Homens, mulheres e crianças a quem foi retirada toda a dignidade de seres humanos, todos os direitos, toda a humanidade, para que os seus amos pudessem prosperar, numa sociedade construida à custa da exploração opressiva, violenta, do seu trabalho.

A memória desse abuso cometido contra os povos africanos, mas também contra outros povos, ajuda-nos certamente a compreender melhor muitos conflitos do tempo presente.

Mas ainda no que diz respeito à comunidade imigrante cabo-verdiana nos Estados Unidos há, quanto a mim, um outro equívoco cuja ressonância se vem fazendo sentir ultimamente em jornais ( digitais e outros) lá editados. Trata-se da tentação de negar a sua própria identidade cultural ( e étnica) em nome de uma pretensa classificação dos cabo-verdianos da America como afro-americanos, renunciando à sua designação de origem. Segundo esse ponto de vista, os cabo-verdianos nos Estados Unidos deviam deixar ( “essa mania”) de se chamarem cabo-verdianos, para passarem a assumir-se como afro-americanos. Quem defende essa posição considera que aqueles que se identificam como cabo-verdianos, no fundo estão a utilizar um estratagema para fugir à classificação como afro-americanos, que na realidade são. O que, por outras palavras se propõe aqui é que os cabo-verdianos deixem pura e simplesmente de existir como tal nos Estados Unidos e se integrem na comunidade global afro-americana à qual verdadeiramente pertencem. Ou seja, não se reconhece aos cabo-verdianos o direito à sua identidade própria como tal...

Já ouvi argumentar que os cabo-verdianos beneficiariam de grandes vantagens estatísticas se se reclassificassem como afro-americanos para daí obterem dividendos dos benefícios sociais estabelecidos pelo governo federal americano, de acordo com as quotas atribuidas às minorias étnicas e outros grupos, já que é assim que funciona a sociedade americana. Esse ao menos seria um fundamento pragmático para essa auto-anulação identitária, uma forma de vender a alma por um determinado preço. Quantos cabo-verdianos estariam dispostos a isso? Mas essa nem sequer parece ser a preocupação fundamental de quem defende essa postura. A convicção aqui parece ser a de que os cabo-verdianos não têm uma identidade propria: intitulam-se cabo-verdianos, neste caso “Cape Verdean” para se demarcarem dos seu irmão de origem, os afro-americanos, com os quais recusam identificar-se, como forma de fuga ao racismo de que os afro-americanos como tal são alvos. Naturalmente que os próprios afro-americanos não são tidos nem achados nesta matéria.nem está em causa a consciência que qualquer cabo-verdiano minimamente consciente das suas origens e do que o une aos outros africanos de origem na America, auto-identificados e reconhecidos pelos outros como afro-americanos. Por um critério de classificação por origem etnica, afro-americanos são também os cabo-verdianos na sua esmagadora maioria. Mas isso não pode implicar a sua auto-anulação como um povo com uma identidade própria, por ouitras palavras, como cabo-verdiano, dentro desse imenso “melting pot” que são os Estados Unidos, onde, apesar de tantas vezes ser assim definido, os diferentes elementos que o constituem não misturam ou diluem tanto como isso. Antes pelo contrário, tendem a definir-se cada um confome a sua origem. Todos americanos, mas Italian, Irish, Hispanic, Jewish, Portuguese... Porque não Cape Verdean?

Admitindo embora como existente na nossa comunidade imigrante nos Estados Unidos essa e outras formas de auto-protecção pela fuga e pelo assimilacionismo passivo, não vejo como aceitar o suicídio identitário proposto por quem defende esse modo de” regresso às raízes”. Se todos os cabo-verdianos fossem “regressar às suas raízes, no sentido em que muitas vezes se propõe, assistiríamos, esta é uma mera hipótese - a uma deisintegração da identidade étnica e curltual dos cabo-verdianos construido ao longo de cinco séculos de existência como povo. Cabo-verdianos com raízes exclusivamente ( africanos puros? Quantos? Faz lembrar, mal comparado, como gostam de dize os alentejanos, a história dos Arianos puros dos Nazis de Hitler) regressariam às suas origens e cultivá-las-iam desenvolvendo-as a par dos outros africanos puros do Continente Africano. Os que não têm essa exclusividade, ou essa pureza de origem teriam de fazer uma espécie de partilha de heranças, se quisessem fazer justiça à memória (às raízes) dos seus antepassados e à sua constituição genética ou genealógica, e cultural, os que não compartilhassem dessa herança africana (quantos?) regressariam às suas origens europeias. Se pudessem, uma vez que correm o risco de já não terem direito de acesso,a uma espécie de visto cultural, pois muitos já nem sequer falam a língua dos seus ancestrais. Há muitos cabo-verdianos descendentes directos de portugueses ou de outros europeus, de várias gerações, que não falam outra língua senão o seu crioulo, língua que certamente já não é aquela por eles originalmente falada pelos seus antepassados..Criaram outra língua que é a sua própria língua..

Comecei este artigo com uma reflexão sobre o tipo de racismo que se instala no interior da comunidade imigrante cabo-verdiana, por equívoco assimilacionista, que atinge possivelmente as minorias étnicas de origem não europeia em geral na América, mas muito particularmente as de origem africana. Uma grande parte da comunidade americana designada como hispânca tem uma sólida componente africana na sua origem, como os porto-riquenhos e os cubanos, por exemplo.Ninguém, até à data, se lembrou de contestar essa designação, muitas vezes alternada com outra que é a de “latinos”. Acredito que, quando os porto-riquenhos e os cubanos ou outros de origem étnica mista hispano-africana insistem em classificar-se como “latinos”, há aí uma demarcação que os afasta dos dos efeitos mais rudes do racismo na America, de que os alvos mais duramente atingidos são os africanos. Os cabo-verdianos não são portanto os únicos neste jogo.

A questão essencial que aqui pretendo trazer à reflexão dos meus patrícios é a seguinte, e esta é a minha síntese:quando deixaremos de ser objectos de um sistema, para passarmos a ser sujeitos. Até quando continuaremos a não nos aperceber de que muitos dos nossos comportamentos e muitas das nossas atitudes são sobredeterminadas por um sistema de valores estabelecidos pelos critérios e para a conveniência de quem o criou? Quando deixaremos de ser objectos de acção para sermos sujeitos de acção? Quando tomaremos verdadeiramente consciência de que somos manipulados sem nos apercebermos disso, a ponto de nos colocarmos uns contra os outros, de nos dividirmos em questiúnculas, quando nos devemos unir à volta das questões que nos dizem respeito e à modificação real da ordem das coisas, quando essa ordem nos atrofia e atrasa?

Nós somos cabo-verdianos. Cinco séculos de história construidos com gente de origem africana e europeia fundamentalmente. Somos um povo, uma nação de raizes étnicas e culturais africanas e europeias. As opções de preferência vêm mudando com as vicissitudes históricas e as correntes políticas aceites como as mais adequadas no momento, ou, muitas vezes, apenas mais fotogénicas politicamente.

Mais artigos escrito por Dr. Viriato de Barros:

- Imigração, Exclusão e Integração
Link: http://forcv.forumup.org/about525-forcv.html


- Educação Bilingue: Experiência C.Verdiana nos EUA
Link: http://forcv.forumup.org/about526-forcv.html


- Cape Verdean minority in Portugal & the local authorities
Link: http://forcv.forumup.org/about529-forcv.html
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Patrol
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PostPosted: Wed Oct 04, 2006 5:51 pm    Post subject: Reply with quote

Mr. Veriato, since you speak and understand English, I will reply this post in English, the only language other Kriolu that I dominate. And I will begin by saying that the elements that pressure the Cape Verdeans to say they are black-only are small, very small indeed. Most people in these United States, with the exception of Massachusetts and Rhode Island, have never heard or know what Cape Verde is or where it's located. However, the ones who do know about Cabo Verde, especially the ones in Massachusetts and Rhode Island, seem to think that the fact that Cabo Verde is right next door to Africa, that we should therefore identify as Black, period.
I'm actually very acquainted with these elements. Geography is their main concern. If geography weren't the main issue, they certainly would deride and ridicule the Dominicans, as they do Cape Verdeans, for outrightly denying their obvious African ancestry.
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Zomby de Mindelo
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PostPosted: Thu Oct 05, 2006 10:36 am    Post subject: Reply with quote

Patrol wrote:
...Most people in these United States, with the exception of Massachusetts and Rhode Island, have never heard or know what Cape Verde is or where it's located. However, the ones who do know about Cabo Verde, especially the ones in Massachusetts and Rhode...


I wouldn’t downplay the massive presence of Cape Verdeans in America and limit it to the States of Massachusetts and Rhode Island. The fact is there is more Cape Verdeans and its descendants in America than in Cape Verde, and they are spread out all over the Northeast especially New England - one of the most influential and important region of the United States. Also, there are growing pockets of Cape Verdeans spreading in the West Coast, especially California, the Mid West - Atlanta -, and Florida - Kissimmee. Plus the people from Florida and the South are well familiar with Cape Verde now as the point of origin of all the major storms. So, I don’t think it’s accurate to limit the perceptions Americans have about Cape Verdeans to the ones from Massachusetts and Rhode Island only.
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PostPosted: Fri Oct 06, 2006 4:49 pm    Post subject: Reply with quote

I agree because I have relatives in California. Also there is a huge concentration of Cape Verdean in Longbeach, CA. Moreover, Cape Verdeans in California are the only one in America who produce a top quality wine, Sosaby, which is well known in most States. Plus there is group of Cape Verdeans living in OHIO, (DAYTON). I met them at the conference in D.C. last year, there second generation of CV. Cape Verdeans are all over the US, and Hawaii.
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josé bouquinhas
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PostPosted: Sat Oct 07, 2006 9:18 am    Post subject: CAPE VERDEAN OR CRIOL?! Reply with quote

A questao geografica ja foi assinalada por Patrol, logo nao vou entrar la. Mas acho que a questao devia ser equacionada pelo Dr Viriato, que passou ao seu lado! Patrol viu bem! Mas para la dessa questao, ha uma outra que tem a ver com a qualificaçao de capverdean. A qualidade de caboverdiano, sempre existiu, mas acho que pelo menos em S Vicente, onde o doutor viveu, utilizavamos mais a expressao de criol, para nos identificarmos. Sabiamos que no tempo colonial, eramos "portugueses", porque colonia ou provincia, mas interiormente, sabiamos que eram crioles. Sabiamos na verdade que nao eramos portugueses, mas sim crioles das Ilhas. Isto mesmo no tempo da escola primaria, quando ainda um criol nao tinha conhecimentos suficientes para explicar bem a sua condiçao de portugues ou de criol. Eu tive muito cedo, ainda na escola primaria, a consciencia profunda, de que nao era portugues, e que era criol. Alguém das ilhas, diria mesmo da Ilha de Soncente, pois mal visualizava outros crioles de outras ilhas. Excepçao, talvez para S Antao, tido como um celeiro agricola, onde os mindelenses que nao gostam de chuva e agricultura, tinham uns irmaos ou primos chamados santantonenses. Sabiamos também que vinha pessoal estudante de outras ilhas como S Nicolau, Boavista, Fogo, menos de Santiago, para S Vicente, mas eram sempre chamados de esse gajo, esse boyce de Fogo, etc. Criol era no nosso entender alguem de S Vicente. Nao sei se nas outras ilhas, eles tinham essa consciencia profunda de que criol eram eles, e se adoptavam o mesmo olhar que um mindelense adoptava em realaçao a eles. Isto é complicado doutor, mas prometo, voltar, dizendo-lhe apenas que criol branco ou menos claro, preto ou mais preto, o tal mestiço, de qualquer maneira, na Europa, Portugual onde vive, por exeplo, somos todos africanos, pretos, para um europeu. Como vê é complexo! José Bouquinhas.
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josé bouquinhas
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PostPosted: Sat Oct 07, 2006 1:53 pm    Post subject: Reply with quote

Continuando, para chamar a atençao do dr Viriato, de que o seu argumento de que o cubano reivindica a sua condiçao de latino precisamente para nao ser visto como africano, devo dizer que esse argumento pode ser interpretado como um argumento racista! Vejamos, na mente do doutor, se o cubano tem essa atitude, para se defender, o caboverdiano, deveria também chamar a si a sua condiçao de caboverdiano, para nao se identificar como africano. Ora bem, nao é porque o cubano defende a posiçao, que disse pode ser interpretada como racista, que o caboverdiano tem de abraçar a mesma estratégia. O Dr sabe perfeitamente que o caboverdiano quando se diz simplesmente caboverdiano, é porque nao quer ser identificado com africano, que para ele tem uma conotaçao negativa. Mas em contrapartida, o caboverdiano gosta de ser identificado ou pelo menos nao lhe desagrada quando é identificado como americano, ou como europeu. O problema do caboverdiano, é que quer ser identificado como latino, como americnao, como europeu, mas quase nunca como africano. Conclusao: o facto de se reclamar a sua condiçao de caboverdiano e nao africano é uma postura racista. Os filhos de caboverdianos nascidos na Europa, querem ser europeus, mas os filhos de caboverdianos nascidos na Africa, nunca se idenficam como africanos, nao querem ser senegaleses, mauritanos, guineenses, etc mas sim caboverdianos. O caboverdiano nao quer identificar-se com o negro, com o preto. Quero ser um mestiço, mais para o branco do que para o preto. O dilema, é como eu disse no anterior post, é que para os brancos, somos todos pretos; e para complicar as coisas, os pretos do continente africano, nao nos aceitam também, dizem que nao somos africanos, que somos diferentes, filhos de *** que foi para a cama com um branco. Termino, provocando o dr: o senhor ja teve tem um amigo ou amigos pretos do continente? Claro que nao, so pode ter tido conhecidos, mas nao um verdadeiro amigo preto africano, porque sao eles os africanos do continente, que se sentem complexados perante a nossa gente. Complicado. Volto depois! Estou no amidjabra.com
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St_antao
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PostPosted: Sat Oct 07, 2006 8:13 pm    Post subject: Reply with quote

Viriato,

voce e u intellectual d'uma grande finesa e com profundidade na sua analyse. Gosto de ver que voce bnao fas os amalgamas que fasem os cv-americans pro-africanos que sao muitos confusos sobre a identidade da africa e nao sao capazes de fazer a differenca entre os arabo-berberes et os negro-sub-saharianos. Sao duas civilisacoes differentes.

Agora aonde eu nao estou a seguir voce e na postura de nunca tomar uma decisao ou uma conclusao sobre a caboverdianidade. Mas isso e vosso escolha.

Patrol,

what is your point when you talk about the fact that americans don't know were cape-verde is? I guess dr Viriato was talking about the americans who live in the same area than the cv in massachussets. These americans know about cv because the cv-americans are their neighbours.
Additionally, the idea that; because cv is in africa then cape-verdeans are blacks is wrong. Madeira and canary islands are in africa but are not blacks, the same for north-africans who are not blacks, they are arabo-berbers which ones are as white as greeks or spaniards.
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Guest






PostPosted: Sun Oct 08, 2006 9:25 am    Post subject: Reply with quote

St_antao wrote:
...The thruth will finish to be uncovered and the portuguese culture will be praised in cape-verde in the near future. We will go back to our real cultural sphere, Portugal...


Before people respond to St_Antao it's good to know where he comes from and what's his background ideas on the Cape Verdean identity and race.

Here are St_Antao's own words posted on the topic RACIST ON BOARD at 'http://forum.cvmusicworld.com/forum_posts.asp?TID=6682&PN=11':

st_antao wrote:
you are a ni**er, I am a portuguse from cv...


I've been debating with him on different topics about Cape Verdean identity and race at cv music world's forum. He is a racist wannabe portguese that egotistically and arroglantly refuse to accept the fact that the majority of Cape Verdeans didn't want to be under Portuguese dominance and colonialism; and he's desperately trying to distort the facts about the Cape Verdean history to preach the portuguese nationalism and promotes its cultural dominance and the racist concept that lighter skin Cape Verdeans are better than the darker ones.

But the saddest thing is that St_Antao is an editor at a cvmusicworld.com and Sodade magazine - now you understand why the magazine refused to spell the creole word Sodade correctly: Sodadi. He's using a smart and intelligent badiu, Nacio, to smoothly spread the portuguese cultural ego to Capeverdeans. That's why I don't bother going to that website and read Sodade. I guess that, according to St_antao, when, "in the near future" Cape Verde "[goes] back to [its] real cultural sphere, Portugal" the website will be called PortugueseMusicWorld.com and Sodade will become Saudades. Very Happy Good luck St_antao but your white beard will be going down to your feet while you're waiting for this near future. Laughing
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St_antao
Guest





PostPosted: Sun Oct 08, 2006 4:06 pm    Post subject: Reply with quote

you should be more educated and curious person, you are ignorant, just go and read cape-verdean newspapers, you will see if my hopes a wrong.

I am glad I am much more educated and cultured than you.
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Sao Vicente
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PostPosted: Mon Oct 09, 2006 8:36 am    Post subject: Reply with quote

Geee! I didn't know we still have all these skinheads among us advocating for Portuguese white power and supremacy. I thought that P.I.D.E - Polícia Internacional e de Defesa do Estado -, the portuguese version of Nazi's Gestapo, and its members had desappeared.

It bothers me knowing that some Cape Verdeans here in the US still have racist feelings towards their own people and are so proud to shout it out on the web with no shame . Shocked

Is there a regional chapter of Cape Verdean kkk in New England?
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St_antao
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PostPosted: Mon Oct 09, 2006 9:36 am    Post subject: Reply with quote

again a liar, you come in this site and you lie. You tell that there is supremacist in this site, where are they? I just see a bunch of liar ready to lie about cv, africa, and portugal to reach their conclusions against portugal.

In 1974, The people from mainland portugal fougth against the PIDE, they did a revolution against the fascist. This is a fact. They were oppressed by the facists salazar as much as the capeverdeans.
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Creolinha
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PostPosted: Mon Oct 09, 2006 12:11 pm    Post subject: Reply with quote

Anonymous wrote:
Before people respond to St_Antao it's good to know where he comes from and what's his background ideas on the Cape Verdean identity and race.

Here are St_Antao's own words posted on the topic RACIST ON BOARD at 'http://forum.cvmusicworld.com/forum_posts.asp?TID=6682&PN=11':

st_antao wrote:
you are a ni**er, I am a portuguse from cv...


But the saddest thing is that St_Antao is an editor at a cvmusicworld.com and Sodade magazine - now you understand why the magazine refused to spell the creole word Sodade correctly: Sodadi. He's using a smart and intelligent badiu, Nacio, to smoothly spread the portuguese cultural ego to Capeverdeans. That's why I don't bother going to that website and read Sodade Laughing


Now, I understand why cvmusicworld.com and Sodade I mean Sodadi Laughing magazine doesn't publish much articles about Cape Verdeans artists from the island of Santiago. You go there, it's mostly about artists from Barlavento or those from S. Vicente and Santo Antao that lives in Portugal. Badius come out on it once a month if they're lucky. With racist editors like St_Antao that can't stand badius, Santiago artists will never get the attention and coverage they deserve on those publications.

I wonder if the owner of cvmusicworld and Sodadi is aware of St_Antao's agenda:

"St_antao wrote:
...The thruth will finish to be uncovered and the portuguese culture will be praised in cape-verde in the near future. We will go back to our real cultural sphere, Portugal..."

I suggest that before cvmusicworld.com and Sodadi magazine loose their credibility that is seriously in jeopardy from having a racist and anti-capeverdean on board, the owner hires Donald Trump to tell St_Antao, “you’re fired!"
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St_antao
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PostPosted: Mon Oct 09, 2006 1:08 pm    Post subject: Reply with quote

don't be a liar, I have no link with cvmusicworld.com I went there because I found there cv-american (maica,00negro, Kapitalista) bulshiting about cape-verdean culture.
I have freedom of speech and like don quichote, I will go in every pro-african cv-american site to show the truth.

PS:If you don't go to cvmusicworld.com it is because you have nothing to tell.
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Guest






PostPosted: Mon Oct 09, 2006 1:35 pm    Post subject: Reply with quote

St_Antao,
don't try to hide behind the European racist mask. We all know who you are. Wink
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Guest






PostPosted: Mon Oct 09, 2006 3:42 pm    Post subject: Reply with quote

european racist mask? what do you mean can you give quoted examples?
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Dr. Viriato de Barros
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PostPosted: Mon Oct 09, 2006 5:00 pm    Post subject: Reply with quote

Muito obrigado pela atenção, e pelo seu interesse em relação aos meus trabalhos. Sempre defendi, como cabo-verdiano que sou, dentro dos meus próprios limites e meios, a dignidade e todas as ideias e acções que conduzissem à melhoria das condições de vida do povo a que pertenço, o povo cabo-verdiano, dentro e fora de Cabo Verde.

O meu objectivo com os trabalhos que tenho vindo a publicar sobres questões que me parecem essencias para nós, como povo, como nação que somos, é dar o contributo de uma experiêcia pessoal, que acho que cada um de nós cabo-verdianos, individualmente tem, e devemos partilhar num sentido positivo de congregar forças, forças que advêm da unidade e não da divisão. Penso que a nossa própria história fez de nós um povo com particularidades específicas, pelas vicissitudes da nossa historia e pela nossa herança étnica e cultural resultante do povoamento das ilhas com portugueses e nas circunstâncias e sua evolução nas condiçoes que conhecemos.

Penso que hoje, ao fim de cinco séculos de convívio interétnico e intercultural, nem sempre pacífico, constituimos de facto um povo, uma nação, e que podemos funcionar e progredir como tal. Possuimos algo que se pode chamar uma consciência nacional. Fundamentalmente foi essa consciência nacional que mobilizou mutos cabo-verdianos para lutarem pela sua auto-determinação e subsequentemente para a formação de um Estado independente. Não precisamos de anular a nossa identidade de cabo-verdianos, para sermos considerados africanos, pois já o somos. Etnicamente, somos maioritariamente africanos na nossa origem, com uma percentagem de componente étnica europeia de cerca de 4%, com incidência maior numas ilhas que noutras. Geografica e politicamente somos um país africano. Digo políticamente porque o factor geográfico só por si não seria suficiente. Os Canarins, os Madeirenses e os Açorianos não são africanos, apesar de os territórios que habitam fazerem parte de Africa, pela sua localização geográfica.

Temos uma cultura que resultou de um processo histórico de miscigenação étnica e cultural de povos provenientes maioritariamente do Continente Africano e minoritariamente do Continente Europeu, numa situação de dominação e exploração dos primeiros pelos segundos, ou seja, no que ficou conhecido na história como colonialismo e de que a Africa foi o exemplo da mais triste memória.

Ao defender a importãncia de preservarmos a nossa identidade como povo, não pretendo obviamente negar a sua africanidade, mas tão sómente afirmá-la como cabo-verdianos. Só de um ponto de vista eurocêntrico estreito é que se vê a Africa, particularmente a chamada Africa Sub-Sahariana, também chamada Africa Negra, como um todo homogénio, ignorando a diversidade étnica e cultural que na realidade a caracteriza. É nessa diversidade que Cabo Verde e os cabo-verdianos se inserem. Tem razão, “José Bouquinhas”, quando salienta que a questão é complicada. Mas não sejamos nós a complicá-la ainda mais dividindo-nos em querelas de herança. Porque se nos mantivermos unidos como um povo, uma nação, com identidade própria, que, quanto a mim realmente possuimos, nunca poderemos ser atirados para a terra ninguém, essa tal “no man’s land”, pois temos uma terra constituidada por dez ilhas aí a cerca de 350 milhas da costa do Senegal, e um território contruido pelos imigrantes cabo-verdianos e seus descendentes no que chamamos a nossa Diáspora, “louvar a Deus” como gostamos de dizer na nossa terra, para não “dar quebranto”. Não é assim meus amigos?

Obrigado(a),

Dr. Viriato de Barros
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josé bouquinhas
Guest





PostPosted: Mon Oct 09, 2006 7:13 pm    Post subject: Reply with quote

Continuemos entao dr Viriato e se admite como afirmei que a questao é complicada, nao pode logo de seguida dizer que nao é preciso a gente complicar ainda mais as coisas.

Nao! estamos perante algo que exige instrumentos da teoria de complexidade logo temos que combater o mal com o mal! Defender o mal com o bem, pertence à esfera da Moral, e por enquanto estamos numa esfera cientifica da Antropologia e da Politica.
Concordo consigo quando diz que temos falar das nossas experiências pessoais; logo vamos entao a isso. O Senhor sabe perfeitamente, que no tempo em que era professor no Liceu em S Vicente, alias mesmo antes, o seu tempo de aluno, nao tinhamos essa tal "consciência" de que fala, pois para toda a gente a Africa nao era Cabo Verde. Ninguém no meu tempo do liceu quando o senhor era professor falava de Affrica, ou melhor referiamos ao pessoal que ia por exemplo para Angola, Guiné ou STome, como tendo ido para a Africa;

A Gente dizia os "pretos" de Africa, os preto de Angola, ou "os pretos da Guiné" lavam a cara com café... Atençao, isto nao tem nada de racismo, porque nao o sou apesar de sabermos que ha muito racismo entre a nossa gente; apenas estou a tentar esta problematica que é muito complexa. Portanto, o doutor nao pode descurar esta questao, com medo de ferir susceptilidades. O Senhor pessoalmente, tem pele clara, vive em Lisboa, pode muito passar-se por um portugues, por um europeu; a sua irma, minha professora de portugues, Dra Carlota, é branca de pele, com traços europeus, que nunca passaria por uma africana, frente a um africano preto do continente.

O Africano negro, acharia que a dona Carlota estaria a gozar com ele! Conclusao: as coisas nao sao assim tao evidentes, como essa ligeireza de "consciência". Essa palavra tem uma conotaçao politico-ideologica, levada para Cabo Verde depois da independencia por aqueles que fizeram uma luta na Guiné. Eu honestamente, e toda a minha geraçao, descobriamos que eramos africanos quando o PAIGC chegou em Cabo Verde. Ninguem da minha geraçao, e olhe que eu nao era dos mais burros, tinha ouvido falar no PAIGC e em Amilcar.

Quer dizer os portugueses colonizar-nos, enganaram-nos, dizendo que eramos portugueses, e os caboverdianos que foram da Guiné, impuseram-nos à força a nossa identidade de africanos! E curioso nisto tudo, é que nao estou a defender identidade nenhuma aqui, como africano ou portugues. Apenas estou a analisar e ja disse anteriormente, que quase todos, na Europa, mesmo os mestiços, somos vistos pelos europeus como africanos, como imigrantes.

O senhor e a dona Carlota, menos, porque têm a pele clara, sao pessoas altamente qualificadas, vivem em meios intelectualizados que os proprios autotoctones portugueses nao têm acesso, logo o vosso caso e de muitos caboverdianos, nao é o mesmo; Mas a grande maioria dos caboverdianos na Europa, sao vistos como pretos. E nao se esqueça que os africanos pretos, dizem-nos que somos diferentes deles e que nao somos africanos. Mas do nosso lado, nao temos que estar a procurar uma identidade intermédia, como por exemplo identidade caboverdiana, para sermos "melhores". Somos o que somos SEM QUALQUER ESPECIFICIDADE!Voltarei!
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St_antao
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PostPosted: Mon Oct 09, 2006 7:57 pm    Post subject: Reply with quote

viriato,

Eu accredito que tem erros nos vosso mensagem.

1.Voce diz que cabo-verde e maioritario africano et de 4% portugues. Isso e um erro baseado no numbro de escravos que foram detidos em cabo-verde. Mas a verdade e que cabo-verde era um entreposte de escravos. 99% dos escravos que passaram por cabo-verde eram em cabo-verde por um curto periudo. Eles eram enviados para lisboa e madrid (entre 1450 e 1550), ou para as americas (depois de 1550). Os africanos que estavao en cabo-verde para ficar eram um pequeno numbro, que era mais numeroso que os portugueses mais nao tanto( 2 ou tres vezes).

2. Ainda mais, o facto dos portuguese terem ido para cabo-verde sem mulheres favorisao os casamentes ou vida comum entre portugueses e mulheres africanas. Na cultura africana(nao todas), a polygamia e um phenomeno normal. Os portugueses teviram assim muito mais d'uma mulher. Tem exemplos de padres portugueses que tinham 40 filhos. Mesmo se os portugueses eram menos que os africanos mas eles tinham mais de uma mulher et muitos filhos.

3. Estos sobres a genetica cabo-verdiano foram feitas nos ultimos anos. E foi encontrado que o chromosomo X dos cabo-verdianos e a 95% africano, e e a prova que os portugueses nao levaram mulheres portuguesas para cabo-verde. Agora, o estudo do chromosome Y, que characteriza os genitores, mostra que os genes de origem africana sao minoritarios entre 30 e 40%. Os caboverdianos tem, genes que sao europeus a 30-40% e tamvem genes de origem norte africano(arabo-berbera) mais tambem judeo a 30%.

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I hope these articles are not to complex
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Guest






PostPosted: Tue Oct 10, 2006 3:01 pm    Post subject: Reply with quote

Santo antao,

O Sr. e mesmo um descarado! Para os Portugueses o Sr. encontra desculpa de qualquer modo. Desculpe so por pegar nesta parte do seu comentario (discurso).

A poligamia era normal nos Africanos e por isso um

PPPPPAAAADDDRRREEE !!!!!!!!!!!!!!!

- o representante da Igreja de jesus Cristo.
- O pregador da moral e dos bons costumes
_O anunciador das boas novas - Testemunho de cristo.


Tem mais de quarenta filhos (claro com dezenas de mulheres escravas)

depois descaradamente desculpas-lhes.

E porque os Portugueses nao levaram mulheres.

Isto passa a necessidade de ter mulher. Isto e estravaganca, pecado, poder, vicio, abuso, dominacao, complete minha lista, por favor.
Que nojo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Isso foi Violacao sexual.
Isso foi usar o escravo que eu comprei, nao a mulher que eu amei!!!!
Isto foi satisfazer os seus vicios pecaminosos em nome de Deus.
Isto foi abuso do Poder porque a Igreaja tinha poder politico em CV.



Ja se ve a tua moral, St.Antao.


Tchau.
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St_antao
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PostPosted: Tue Oct 10, 2006 3:39 pm    Post subject: Reply with quote

Guest,

you are unfair in your treatment. You are probably not an ignorant. So, you must know that the sub-saharian africans had slaves (other sub-saharians). They had kids with their slave-women. I guess this doesn't shock you.

Concerning the priests, you have to know that in the past, the priest were from poor backgrounds and they choosed to be priest because they knew that they will have a house and food everyday, this was the major motivation to become priest and not faith. It is known that the priests who went to christianise the world had a lot of kids abroad...If you didn't know there is a sexual position that is called the "missionary", because the priest were popularizing it outside europe...

The important part of my message above, is that the slaves who were in cape-verde where there for a short term and sent to lisbon or madrid untill 1550 and aftert 1550 sent to the americas. 99% of the slaves that went to cv were sent to the americas. Which means that the ration of slaves and portuguese was not so big maybe 1 portuguese to 3or 4 slaves not that much.
The second thing, is that the portuguese had the power and had several african wifes and then compensated by the fact that they were less than the africans.
Third thing, is the studies from the university of madeira on the chromosome X of cape-verdeans showing that cape-verdeans had 95% of their female-genitors had origins in africa. The study on the Y chromosome showed that the male-genitors origin of cape-verdeans is more diverse as 30% from sub-saharan africans, 30% from europe and 30% from north-africa (arabo-berbers) and jews.

So it is wrong to state that cape-verdeans have 4% european origins...From this number we can tell with little risk of mistake tha Cape-verdeans are 50% portuguese, 50% sub-saharan african (this is an average nothing else)
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