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Lu di Dulce Guest
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Posted: Wed Nov 02, 2005 10:43 am Post subject: É Cabo Verde Injusta com os seus Imigrantes? |
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Carta a Cabo Verde
Cabo Verde, meu amor impossível, há muito que estava pensando em escrever esta carta, há muito que estava pensando dizer-te, uma vez por todas o que sinto, o que penso de ti, tu minha mãe, minha esposa, minha irmã e confidente.
Gostaria que lesses esta carta. Antes do meu requiem.
Ei-la.
Mãe, por causa de ti chorei, chorei a dôr da separação, não querendo ouvir nada de mal sobre ti, não querendo acreditar que estavas cometendo essa abominação, a traição: na minha mesa o estrangeiro está comendo, na minha cama ele está deitando.
E contudo, o doce murmúrio das tuas brisas, o louco encanto das tuas praias me fazem sorrir. Por um momento me esqueço que a dor da traição pode ser maior.
Terra minha, meu amor, minha esposa querida, sofro de saber que tudo queres de mim sem nada dar em retorno. Oh, montes e maravilhas me são prometidos, só pra descobrir que os montes são castelos de cartas e as maravilhas, fictícias.
Pena de mim não tens. Eu o teu filho, que não querendo te ver sofrer, saí de conjunto com meus irmãos pelo mundo fora, com o desejo de te fazer feliz.
No frio desumano dos países nórdicos trabalhei, nos ambientes mais sórdidos dos bares e bordéis tentei matar saudades tuas. Doravante sábados e domingos não existiam porque minha missão teria que ser cumprida. Do melhor e do mais caro te mandei. Quanto mais te dei mais me pediste, quanto mais chorei da tua indeferença, menos atenção me deste.
Oh mãe, quantas vezes te amaldiçoei, até nacionalidade de um outro país tomei, com o desejo de nunca mais te ver. Eu até pensei, num momento de raiva não contida: só se algum pássaro me engolir e for ali me cagar, é que eu verei essa ingrata.
Mas a paixão que me une a ti sempre vence.
Meu amor incondicional é teu. Que tens para me oferecer?
Eu tentei voltar. Mas não queres ver-me. Seria eu, o imigrante tão maldito, que a minha própria terra não quer que eu regresse? Seria eu um mau filho?
Não, a verdade é mais horrenda. Perto de ti de nada sirvo. Meu destino é estar longe pra que possas ser feliz. Perto de ti, minha amada, não terei a possibilidade de te encher de riquezas, de ouro e prata. Perto de ti eu acabaria por pedir explcações. Por isso, queres-me longe para poder abrir teus braços atraentes a outrem.
Não mãe, pena de mim não tens. Eu o imigrante, que no alto mar morri, esmagado nas ruas de Paris ou Nova Yorque, eu que, bofetadas físicas e psicilógicas tomei para poder oferecer-te jóias, eu o imigrante que de tanta dôr me enforquei, eu o filho maldito a quem são oferecidos os restos do pratro no qual babou o estrangeiro, o qual foi servido com o fruto do meu labor, eu a vaca leiteira que de cancer estou morrendo por ter sido chupado toda a minha vida, eu o pobre coitado que não quis estudar, bem que vivia na casa de Molière, passava os fins de semana no castelo de Shakespeare, com Camões dialogava sobre o futuro da lusofonia, só pra poder dispor de todo o tempo possível para catar todo o dinheiro possível. O dinheiro que te ofereço. Eu que, cego, neguei que Mozart, Bach ou Zola tinham credenciais suficientes pra se comparar a B. Leza ou Eugénio Tavares. Eu que, falando com Plácido Domindo e Pavarotti argumentei que Bana não tem igual, colocando meu chauvinismo no zenith, só porque o amor é cego.
Eu te defendi, te cobri, mas agora que quero perto de ti estar, me voltas as costas, me dizes que se algo quero, vou ter que lutar. Mas como posso lutar contra inimigos invisíveis, lutar sabendo que o resultado já está escrito no quadro negro da tua traição?
Eu que, sem forças te peço um último favor: se queres que eu lute, permite-me fazê-lo com armas iguais.
Não te escondas atrás da burocracia, mãe querida. Põe de lado todo nepotismo e dá-me a possibilidade de te mostrar que sou digno de ti. Não tenhas vergonha de mim pois o tempo passa, como as modas, mas teu filho semppre serei, com o mesmo amor. Incondicional.
Agua fresca do pote choroso te trarei, teus pés lavarei, se a lua me pedires a trarei. Só um olhar teu e teus desejos, todos, serão abastecidos.
Teu filho, mãe querida, sou que o queiras ou não. Os outros, donde vieram voltarão, com tudo o que trouxeram, e mais.
Cabo Verde querida, te amo.
Lu |
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Imigrante Guest
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Posted: Wed Nov 02, 2005 6:27 pm Post subject: perfeito! |
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Sim Senhor, Sr. Lu de Dulce. Espressas-te de uma maneira linda e honesta a dor de um imigrate.
De facto, concordo contigo que Cabo Verde e o seu sistema e' muito injusto e cruel aos seus imigrantes. So pensam em sugar, sugar e sugar dos imigrantes. Mas, nao estao disposto a fazer nem um minimo de esforco para facilitarem a luta dos imigrantes.
Por exemplo apesar de tudo que o imigrante manda para a nossa terra, apesar de todo o empenho em guardar cada tostao para um dia criar um investimento rentavel no pais, que ao fim ao Cabo acaba por ajudar a reduzir o desemprego e a pobreza ai, Cabo Verde e o seu sistema corrupto mata-nos com altas taxas e juros quando levamos algo para a nossa alfandega. Ainda por cima a troco de um lento e atrasado sistema de atendidmento.
Estou desiludido com a nossa ingrata e mal agradecida Cabo Verde e isso tira-me todo o gosto de investir naquela terra maldita. |
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Valdemiro Reis Guest
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Posted: Mon Nov 07, 2005 8:34 pm Post subject: |
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E' com lastima e remorso que admito que de facto Cabo Verde e a sua sociedade nao esta' preparada para acolher os seus imigrantes que, depois de tanta luta na terra dos outros, sonham un dia em voltar para a sua terra natal e concretizar as suas ambicoes e aspiracoes.
O que esta' de mal neste puzzle? |
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Eròinacv Guest
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Posted: Tue Nov 08, 2005 11:06 am Post subject: PA TUDO BERDIANOS LE |
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Esli è um stilo di poema (comparason) kim screbe, pa tudo berdianos le... Pa kaba completa carta de Lù di dulce. Ami també é um emigrante.
ERA TEMPO
Era tempo di camoca ku açucra
Era tempo di tenterem ku leti cabra
Era tempo di arrozinha ku cabalinha
Era tempo di catchupa ragalado ku caldo galinha
Era tempo di midju ilado na mantega terra
Era tempo di batata doce assado na braza di fogonpedra
Era tempo di canja ku pé de galinha mato
Era tempo di papa cefi ku leti ya dormido
Era tempo di kufongo, ku dafo, ku cuscus, de midju porco.
Era tempo di grogo santana ku pontchi di chà de rubera
Era tempo di fogon prima e de caneca de litro
Era tempo di calderon di ferro ku cudjeron de carix
Era tempo di burro, machin, inchada, e de frecha.
Mas canto homis troca burro pa carro, machin pa spada, inchada pa guindaço, frecha pa pistola, camoca pa cerial, tenterem pa cuscus marocam, arrozinha pa purè, catchupa pa sopa di marisco, canja pa creme de verdura, midju ilado pa pipocas mericano, batata doce pa batata inglesa na forno, papa cefi pa nestum , lete ya pa lete de pacote, kufon,ku dafo, pa crepe, ku pastel di bacalhau, cuscus di midju porco pa bolo di fecola, grogo santana e pontchi di chà di rubera pa
whisky e carolans, fogon prima, fongon di pedra pa micronda, caneca litro de lata pa copo cristal...
...Mas sobretudo era tempo ki honra di homis tinha peso de oro, valor di diamante, e palavra di honra...
HONRA DI HOMI
HONRA DI HOMI KA TA PESADO
HONRA DI HOMI KA TA COMPRADO
HONRA DI HOMI KA TA SPRIMENTADO
HONRA DI HOMI KA TA DUVIDADO
HONRA DI HOMI KA TA RIDO, KA TA GOZADO, E NEM KA TA DESPREZADO................
HOMIS DI ABRAçO PERTADO E DE MONZADA TRAIDOR
HOMIS DI AMIZADE FINGIDO, DI TCHEU Fè E DI TANTA MALDADE
HOMIS DI SORRISO FALSO E DE OLHARES ASSASSINOS
HOMIS DI FACTO PRETO LUVAS VERMELHO DJA TOMA CONTA DI GOVERNO
HOMIS DI NOTA FALSO E CARIDADE ENGANADOR DJA TOMA CONTA CABO VERDE
Valor e valores perdi importancia, verdade fica crime, trabadju birra priguiça, calù na mo fica vergonha.
ES DEXA DE USA LENCINHO NA BOLSO PAMODI SUOR DEIXA DE PARCI NA ROSTO.... Nhos Eròinacv.
UM abraço cheio de saudade |
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Lu di Dulce Guest
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Posted: Tue Nov 08, 2005 4:42 pm Post subject: |
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Nha guenti, a minha intenção é de provocar um debate sobre os danos físicos (doenças de topos os tipos, quer seja câncer, alzheimer, etc...) e psicológicos sofridos pelos imigrantes para ajudar o nosso país na vida de todos os dias e na acquisição dum futuro melhor. Doi-me ver que nenhuma solução nos é oferecida, quando o tapete vermelho é desenrolado perante o Tuga que vem com o intuito de se enriquecer e regressar a seu país. Quero debater do Migranti que desde sempre deu seu sangue, se sacrificou pela causa do país, de Sul (São Tomé) a Boston, Lisboa sem se esquecer dos demais marinheiros que desapareceram no alto mar. Esses são HEROIS de quem não deveríamos nos esquecer.
Há ainda pouco tempo representávamos cerca de 80% do orçamento do Estado de CV, sem todavia ter a possibilidade de decidir do futuro de CV.
Ver um Jaime de Tarrafal morrer de desgosto por ver sua banheira de márbore em mil pedaços por causa do abuso do sistema criado pelos nossos governantes corruptos, é algo de insuportável, que deveríamos denunciar com todo a nosso peso. E este é um exemplo entre milhares.
Gostaria de ver nossos governantes criar uma lei contra o enrequicemento súbito e uma outra estabelecendo acordos de extradição para quando eles se refugiam em Portugal, possamos ter a possibildade de levá-los perante a justiça.
Gostaria de ver nossos governantes criar condições que permitiriam aos Berdis ficar nos país e ter uma vida decente. Gostaria que eles compreendessem que a riqueza nacional, mesmo que bem pequena, é NACIONAL, isto é pertence a todos os Caboverdeanos, não a apenas alguns. Gostaria... alguém pode completar?
Lú |
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Runho Guest
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Posted: Tue Nov 08, 2005 9:21 pm Post subject: remedio para a corrupcao |
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Gostaria que Cabo Verde introduzisse a pena de morte e seguisse o excelente exemplo em lidar com a alta corrupcao:
faze-los marchar duas vezes num estadio de futebol cheio de pessoas para expor a sua corupcao e 1, 2, 3, fogo.
Isso seria um perfeito exemplo 'a nossa sociedade e aos mamadores e aos corruptos que a nossa sociedade nao estaria disposta a tolerar corrupcao especiamente com o dinheiro do nosso publico coitado!
Porque nao comecar com os corruptos da electra?  |
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Eròinacv Guest
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Posted: Wed Nov 09, 2005 8:35 am Post subject: SOU UMA SOBREVIVENTE |
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Assim no meu poema falo claro bem claro o que se passa em CV... Pena de morte por causa da corrupçao isso nao, exite léis para punir exite prisao para fecha-los dentro. A pena de morte serveria para pessoas como ZIFA que mata por dinheiro, ou por prazer... Enquanto ao o que se pode fazer para melhorar o pais isto tem ki ser descutido no parlamento e fazer participar as pessoas comum que afinal sao elas quem sofre mais. No entanto eu tenho aqui uma listas das coisas que deveriam ser feito là em CV. Por exemplo, recolher as crianças de rua e faze-los voltar a escola porque afinal sao menores e eles serao homens e nao sabendo fazer nada, vao roubar vao matar, e é um problema do governo porque isso poderia ser evitado. Ter mais assistencia social para os pobres, criar um fundo para que todos os meses as familias pobres, com o rendimento, inferior de dez mil escudos compostas por mais de 4 pessoas no seio familiare, entao vem usufruir deste fundo. Abrir mais centro de formaçao profissional para todos aqueles que nao foram ao licéu ou ficarem na primaria, para poderlhes dar um futuro, ( nao dar peixe mas sim ensinar a pescar) Ajudar os deportados aqueles que estao em boa fé a superarem a trauma e a integrar-se na sociadade sarà um benificio para todos ...
Os imigrantes querem mais atençao, consideraçao, colaboraçao, e apoio do governo para poder investir no pais. Oumentar a pena para os tràficantes, e fazer ver no final do ano publicamente para todos os caboverdianos e nao sò a destruiçao das stupefacientes presos durante o ano...
Eu sou uma das sobreviventes daqueles que nao morreram no alto mar, por isso eu me chamo EROINACV, e acreditas eu sou a sobrevivencia em pessoa.......
Eròinacv |
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forcv Site Admin

Joined: 11 Oct 2005 Posts: 238
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Posted: Wed Nov 09, 2005 8:43 am Post subject: Sugestao para eroina CV |
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Eroina CV,
para responder a comentarios dos outros ou fazer um comentario a respeito de um artigo ja escrito aqui, calque no Post Reply em vez de New Topic.
So deves calcar em New Topic quando vais escrever um novo artigo.
Obrigada.  |
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Lu di Dulce Guest
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Posted: Wed Nov 09, 2005 12:06 pm Post subject: |
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Runho, o que estamos a tentar fazer aqui, é criar uma praça pública onde debates CONSTRUCTIVOS levariam nossos governantes a se aperceber da nossa força política e do nosso peso económico.
Propor soluções extremistas não nos conduzirá a nenhuma solução nem tampouco amelhorará a condição daqueles que sofrem da má gestão dos tais governantes. É tempo que nos voltemos pra eles e propusemos soluções, pois eles nada farão. Imagina, chega a CV uma mana IMPRESSIONANTE e os fornecedores dessa mana nada pedem em contrapartida.
Continuamos a enviar dinheiro, artigos comestíveis, vestuário, luxo, electrónico, automóveis, etc, com o fruto do nosso trabalho. O país, tão bem que mal, sobrevive quando deveriamos estar a debater de como a riqueza deveria ser distribuida. Pois é, deveriamos estar a debater sobre comércio externo, isto é exportação, o que significa ter fábricas, estudos superiores em CV, isto é ter VERDADEIRAS Universidades em vez de enviar nossos jóvens para países onde a maioria dentre eles elegerão domocílio, deveriamos pensar que o facto desses jóvens estarem a sair do país é uma perda irrecuperável. Perda essa em todos os domínios, que esses sejam manual ou intelectual.
Nossos inventores são Americanos ou Franceses, nossa força viva vive em Boston, Paris ou Cascais, nossos Professores ensinam em Inglês, Francês ou Português em Escolas ou Universidades prestigiosas, nossos Médicos curam Americanos, Franceses, Holandeses e mais, etc, sem podermos aproveitar do nosso investimento.
Esses médicos, professores, cientistas e outros são filhos dum tal Djusé de Somada, Pedro de Paiol, Ntóni di Tchada, Manel de Mindelo cujos estudos na sua maioria foram pagos com o suor do Palo carpintero que trabalha em Paris, do Djoka pedrero na Alemanha, da Maria criada de Madame na Itália.
Mas concretamente que benefício CV tira do nosso sacrificio?
Respota: alguns directores, ministros e outros roubam, fogem para Portugal onde vivem como reis, voltam anos depois quando se esqueceu de tudo ou obtiveram um perdão do partido no poder e tudo continua como se nada tivesse acontecido.
É isso que temos de combater, com soluções ADULTAS e inteligíveis, expressas de maneira concreta.
Propostas como a que EROINA CV fez por exemplo.
Mais uma vez, esta é uma praça pública onde todos são convidados a propor soluções que, no final ajudará o país a avançar.
Lú |
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Runho Guest
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Posted: Wed Nov 09, 2005 4:20 pm Post subject: pena de morte! |
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Lu,
Concordo contigo que temos de propor solucoes e alternativas porque sabemos muito bem que os nossos governantes sao experts em demagogia e burocracia mas quando se chega ao momento de concretizar ideas e apresentar solucoes e alternativas viaveis eles sao um fracasso. Vivem so de teoria e copia do pobre e inadequado modelo do governo Portugues. Por isso, neste aspecto estamos na mesma pagina.
Mas continuo a zelar pela pena de morte aos membros da alta corrupcao porque o crimes deles sao considerados crimes contra a sociadade e numa escala maior contra a humanidade. Para mim eles sao criminosos do mesmo nivel do Sadam Hussein. E esses individuos so merecem pena capital: FOGO! |
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Imigrante em Lisboa Guest
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Posted: Fri Nov 18, 2005 11:15 pm Post subject: atormenta |
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Infelizmente, concordo que a nossa terra mãe é muita injusta connosco nos momentos que ela devia abrir os seus braços para acolher-nos de volta, depois de tanto anos de labuta no estrangeiro.
Quando é que um imigrante comecará a sorrir de alegria e sossego ao considerar a perspectiva de voltar para Cabo Verde, em vez do que se passa actualmente onde muitos de nós ficam aflitos  ao pensar na idea de retornar à casa como filho pródigo, pelo facto de visualizarmos um atormentador buraco negro de burocracia e lentidão nos serviços publicos, falta de consideração para com o tempo, e corrupção e amigismos nos serviços do Estado? Quando, Cabo Verde, terra mãe  |
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Lu di Dulce Guest
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Posted: Tue Nov 22, 2005 2:12 am Post subject: |
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Imigrantes do mundo, vamos ter que compreender que CV, por mais que a amemos, nada quer a ver connosco. Somos a vaca leiteira, os patetas que dao sem pedir explicacoes.
Eh como o marido que encontra sua mulher na cama com outro homem sem poder reagir, por medo de a perder.
Ha uma simples solucao: suspender nossas remessas e envios durante algum tempo, exigir que leis favorecendo uma melhor integracao dos diasporenses seja passada, outra contra o corrupto enrequicimento subito, acordos de extradicao com outros paises, etc...
Em menos de 6 meses nossos "gubernantis" mudariam de tacticas. Pena que ninguem tenha coragem suficiente para tal acto. |
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Guest
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Posted: Sat Nov 26, 2005 1:45 am Post subject: |
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Estou feliz,
So de saber que pelo menos existe um meio onde pessoas com ideias e sugestoes podem dar a luz possiveis solucoes que ajudara a todos nos!!!
Eu concordo que os nossos governantes procuram o poder como forma de enriquecimento.
os governantes de cabo Verde vive num luxo terrivel que so e possivel em muito poucos paises, para alem do facto de que logo que deixarem o poder ja estao enriquecidos com o dinheiro do Estado.
E uma Vergonha!!! mas mudar tudo isto sera necessario organizar para depois agir.
Quanto a sugestao de Lu de suspender toda a remessa do emigrante ate que as coisas melhorem nao sera facil. O emigrante nao esta ainda organizado para que essa idea tenha eco em todos nos e ter uma voz propria.
Nos somos representados por um bando dos chamados "deputados" que so vao acrescentar o numero dos individuos que estao enriquecendo a custa do dinheiro do estado.
Esses individuos, me desculpem, mas nao sao mais do que uns fracos que fazem senao o que determina o partido que em prmeira mao os escolheu como seu representante.
O sistema democratico que da supremacia aos Partidos Politicos sobre a sociedade civil organizada nao partidaria esta' caducada.
Nos os imigrantes devemos considerar-nos um classe, conscientes do seu poder e organizar em si mesma para depois intervir como uma instituicao junto do Governo. Nao atravez de deputados! Esses nunca deram conta do recado.
Aqui vao umas ideias simples e praticas, para comecar:
- Comecemos por pedir ao Governo de Cabo Verde a conta das remessas dos emigrantes num documento que sera publicamente distribuida a todo Caboverdeano, para clarificar a importancia do imigrante na contribuicao do desenvolvimento economico de Cabo Verde.
- Explicar-nos publicamente como e que esse dinheiro e' usado na distribuicao de oportunidades, e assistencia as pessoas mais vulneraveis e educacao. E por falar de educacao, ha muito que falar da injusta forma de gestao de oportunidades em CV.
- Pedir atravez das embaixadas nos Paises onde CV esta representado todo o rendimento da contribucao fiscal (Alfandegaarias e outros) que o caboverdeano traz anualmente, remessas, depositos etc.
- Criar uma delegacao que representa todo o emigrante e que presta contas ao emigrante (nao ao Governo) que ira in loco discutir com o governo sobre o que que ele oferece em troca ao Imigrante, de preferencia na proporcao da contribuicao que o emigrante fornece.
Sabem uma coisa?
Os nosso Governantes nunca falaram a verdade. Todo a gabarito de qualquer gato pingado que subiu ao palco para explicar o seu esbanjamento, fala da sua boa gestao, do seu empenho na aquisicao da ajuda externa, mas muito pouco se fala da contribuicao imigrante para o sucesso desse projecto.
Essa e minha sugestao para a afirmacao do emigrante!
Um abraco a todos os caboverdianos inteligentes que aqui deixaram a sua ideia.
Viva FORCV e continuem a publicar estes temas.
Cabrala |
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Lu di Dulce Guest
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Posted: Sat Nov 26, 2005 2:08 pm Post subject: |
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Pensar que é impossível obter do nosso Governo uma cooperação qualquer é o que nos impedirá de agir. O que sempre faltou à imigração é um meio de expressão para poder comunicar. O FORCV é um excelente passo nessa direcção.
A minha sugestão de suspender a remessa do emigrante algum tempo é uma idéia que me veio aquando das minhas visitas a CV no princípio da década de 1990, quando assistí, em pessoa, a transacções ilícitas em diferentes repartições, e pior ainda no próprio PALÁCIO do Governo.
Na minha carta a CV, pode-se compreender a raiva, a desilusão que sentí. De ver nosso corpo político praticando corrupção de maneira tão desvergonhada, saber que os bidões que chegam dos USA podem conter algo mais que arroz e feijão, quando os tais bidões pertencem aos filhos dos nossos governantes é algo insuportável.
Tive um encontro com um pessoa a que chamo "MUITISSIMO Alto" na hierarquia do nosso governo a quem falei duma lei contra o enrequecimento subito - baseado na corrupcao - (pelos vistos Zé Maria passou a lei, todavia a corrupção continua) e como resposta me foi dito que haviam muitos obstáculos.
Meu desejo é de saber que nossos irmãos terão a mesma oportunidade que o filho do tal MUITISSIMO alto, que nossas mães poderão ser tratadas pelos mesmos médicos que o tal MUITISSIMO alto, que nossos filhos poderão obter bolsas tal como o filho do tal MUITISSIMO alto. Meu desejo é de lhes enviar uma mensagem: limpem a casa ou não mandamos mais nada. E para isso meus irmão imigrantes, temos que nos unir.
A solução seria uma Entidade, Associação, Foro, etc... representando uma força político-económica capaz de negociar com nosso Governo em vez sempre estar à mercê do mesmo. Queixar até o fim dos tempos não solucionará o que quer que seja. Leiam os escritos da EROINACV e compreenderão até que ponto a corrupção em CV se engrenou no mecanismo público.
Gostaria de ouvir comentários e idéias de todos e lembrem-se que, como uma bola de neve, qualquer movimento pode tornar-se em algo muito maior.
Lu |
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Dja D'Sal Guest
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Posted: Sat Nov 26, 2005 7:39 pm Post subject: |
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Lu e Cabrala, onde comecar com essa associacao de imigrantes? Como organizar? Que fazer para vencer a tamanha apatia do imigrante caboverdiano em movimentos que envolvem ativismo e sacrificio do interesse pessoal? Poderiam apresentar ideas concretas de como comecar com esa organizacao?
Uma menssagem ao pessoal da FORCV: Este e' a melhor pagina de internet de caboverdianos que ja visitei ate agora porque voces genuinamente amam a Cabo Verde e demonstam isso por palavras e accoes ao contrario de muitas outras paginas de internet que preocupam primariamente em lucrar nas costas da nossa pobre comunidade.
Obrigado. |
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Guest
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Posted: Sat Nov 26, 2005 11:31 pm Post subject: |
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So para responder a Lu de Dulce,
Eu admiro a tua capacidade de observacao, o teu espirito reivindicativo para alem da tua capacidade poetica, Tal como a Eroinacv e muito outros que deixaram claros as suas preocupacoes e vontade de agir. Eu acredito que com pessoas como tu e os outros, nos podemos sim caminhar a passos largos para uma sociedade mais justa.
Na minha sugestao, nao quis sugerir que nada fosse imposivel. Para mim tudo e posivel, mas e prudente saber que todo o processo tem as suas dificuldades e uma vez que uma accao desta envergadura for desencadeada , para ter impacto, o remetente Caboverdeano deve ser informado e organizado. Comecando por medidas menos radicais - (por exemplo deixar o governo saber da intencao) Nada impede que cheguemos a fase final do processo - mas um processo que evolui gradualmente dara o proprio Governo a oportunidade para agir em resposta as reivindicacoes, se ele tiver a vontade decisiva de faze-lo.
Uma outra coisa e indicar, ponto por ponto. quais sao as medidas reivindicadas ao Governo de cabo verde incluindo o prazo para resolucao.
Meus caros compatriotas, esses malabaristas procurarao a todo o custo, peritos que sao nessa materia, neutralizar qualquer iniciativa que ponha em risco a possibilidade de ele enriquecer mais rapido e dar ao mais pobre o que ele sempre o negou.
Pensem no dinheiro do Millenium Challenge Account oferecido pelo Governo Americano que o governo Caboverdiano ira gerir daqui em diante.
Para quem ira a fatia maior?
Ha uma grande disparidade entre a cidade e o campo em Cabo verde.
Esta e uma boa oportunidade para criar condicoes ao camponez e diminuir o "exodo rural" (vinda de pessoas do Campo para a cidade) que na Praia ja atingiu proporcoes assustadoras.
Aquela senhora de Achada Grande, referido aqui por uma participante com um coracao de oiro, deve ter vindo de la dos Cantos da Ilha do Fogo para resgatar a sua vida e a dos seus filhos na Praia, deixou a sua casa, construiu uma casa de bidon porque e na Praia que ha predios, carros de luxo, pessoas com emprego, onde eles poderao pelo menos tirar a comida do lixo das casas, servir de "criada" em troca de comida, fazer a prostituicao etc.
Que tal se forem criadas condicoes em todas a s zonas rurais para que as pessoas nao precisem de vir para os centros para resgatarem a vida?
A proposito de ajuda aos mais Pobres, vou contar uma historia!
Ha coisa de uns anos atraz, o Governo criou um programa com uma certa verba que ele chamou" Apoia a pequenas Empresas". O governo saiu por todos os Cutelos a fazer campanha sobre tamanha iniciativa de ajudar aos pobres pescadores, criadores de galinhas, e camponeses " na sess hortinha". Todo o mundo ficou hilariante!
O que aconteceu na verdade e que dessa verba cerca de 80% foi para um Grande Empresario, familiar de um dos membros do Governo, o resto 20% foi distribuido 50 contos a cada pescador " pa cumpra motor pa poi na bote pa ba pisca - Pescadores contente cu dinhero, comeca festa, dinhero caba". Fundo era para ser reposto, mas a malta nao pode pagar!
Eis a solucao do Governo: Vamos perdoar cinquenta porcento das dividas aos "pequenos empresarios" pescadores dada as dificuldades de reembolso.
So que o Fulano que teve mais de tres quartos do total da verba e cuja empresa ia de vento em popa ficou com cinquenta porcento desse dinheiro perdoado pelo Governo.
O que o povo sabe e que os pescadores foram perdoados 50% da divida.
A verdade e que o outro roubou milhoes de contos ao pais, legalmente.
Ja reparou que apesar de haver pessoas com riquezas que nao e preciso muito esforco para entender que essa pessoa roubou, ninguem pode processa-los?
dinheiro do imigrante!!!!!
com um grande abraco para todos,
De Cabrala |
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Lu di dulce Guest
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Posted: Sun Nov 27, 2005 12:26 am Post subject: Resposta "a resposta" |
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Cabrala,
A verdade e' que a admiracao eh mutua (estou escrevendo num PC em vez do meu MacIntosh, nao sei como acentuar); e precisamos de pessoas que, como tu sao capazes de por de lado o desejo de vinganca pessoal para o bem da comunidade.
Ha longos anos que estou pensando em criar um tipo de organizacao, sem fronteiras, que poderia dialogar com CV criando assim solucoes favoraveis ao regresso de muitos dentre nos, ou a um investimento nos demais sectores de actividades que nos interessariam.
Ha alguns anos, em Paris onde eu residia na epoca, comecei algo equivalente , infelizmente vim para os USA, deixando ai a estrutura morrer. Uma pequena historia para mostrar o quao possivel este projecto eh: em 1993 ou '94 quando surgiu a colera, eu decidi, apos ter ouvido da minha mae em CV que algumas pessoas ja tinham sido infectadas com esse virus, contactar Hospitais, Clinicas, Farmacias e Laboratorios afim de obter desses as vacinas tao necessarias aos doentes.
A resposta foi estupenda, todos ofereceram uma ajuda. Contactei os TACV em Paris pedindo alguns M3 para encaminhar as tais vacinas. Resposta: "nu ca sta li pa nu da nada di graca, kem ki mesti vacina manda busca di sel." A TACV em Cabo Verde foi mais diplomatico mas o resultado foi o mesmo.
Decidi ligar para o Governo. O PM me disse que so haviam 2 casos isolados, que essas historias de alastramento de colera eram mentiras da oposicao que queria alarmar as pessoas.
Continuei procurando solucoes ate chegar num medico de sao Nicolau, instalado na Belgica que era membro do Lyon's Club.
Ele me ofereceu sua ajuda total, dizendo que podia vacinar Cabo Verde inteiro numa semana (ele e o Lyon's Club vacinaram 500 000 no Rwanda em 3 dias). A unica condicao era obter do governo a autorizacao de aterragem dos avioes. Resposta do entao Primeiro Ministro de Cabo Verde: este tal Adriao Monteiro -nome do medico de Belgica - e' um mentiroso e esta tentando enganar-lhe.
Mais tarde vim a saber que eles eram inimigos intimos. Conhecemos o resto: muitas pessoas morreram por causa dum governo corrupto e irresponsavel.
Acredito que hoje a resposta seria diferente, pois em vez de queixar sem nada fazer, eu alertaria a OMS, os Negocios Estrangeiros, o Ministerio do Turismo, etc, etc... E eh claro do pais onde vivo, nao os de CV.
Quem estiver interessado em comecar uma organizacao desta envergadura entre em contacto comigo por meio deste site ou para o meu email pessoal, Only registered users can see links on this forum! Register or Login on forum! | , e para frente iremos.
Lu |
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Guest
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Posted: Sun Nov 27, 2005 7:33 am Post subject: |
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BALI BALI BALI Cabrala dacordo contigo 100% nao poderias dar a melhor soluçao, gostei adorei isso irmaos vamos mostralos que nòs somos indjarga di CV. eu iria dizer à mesma escrever à mesma coisa como aquela da Cabrala, mas ja nao é preciso està tudo dito estàs de parabéns. Emfrentamos o governo e dibatemos o assunto até encontrar uma soluçao melhor para todos, mas tudo isso sobre o nosso total controlo nao dipendendo de governo nenhum de CV sobre as nossas ideia e reaçao. Vamos fazer um pacote dos direitos e leis que favorece uma melhor integraçao dos filhos da terra que estao espalhados pelo mundo e para o melhorar da vida daqueles que estao na terra...
Eroinacv |
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Lu di Dulce Guest
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Posted: Wed Nov 30, 2005 12:31 pm Post subject: |
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A todos que mostraram interesse ao projecto de "Um Cabo Verde Melhor" como salienta nossa amiga EROINACV, OBRIGADO, MUITISSIMO OBRIGADO.
Agora temos que oficializar o projecto, decidir das futuras decisões, estrutura e meios de comunicações com o Governo. Minha gente há muito que fazer. Só um exemplo: há muitos retornados em CV a causar danos imensos. A primeira reacção é de apontar o dedo, invectivar (coba), e marginalisação dos mesmos. Porque não dar a esses a possibilidade de pertencer à sociedade CV?
Que o Governo o queira ou não, esses fazem parte da paisagem caboverdeana, portanto a coisa inteligente e MORAL a fazer é praticar com eles a INCLUSÃO, não EXCLUSÃO, pois a rejeição provoca reacções inesperadas, quase sempre violentas. Nosso Governo ainda não compreendeu que a pior coisa que pode acontecer numa guerra é de continuar a atacar o inimigo que está de costas na parede.
Que fazer também dos meninos da rua? E quem provocou este estado de coisas? Esses são os futuros "bandidos". O governo parece não se preocupar com os danos psicológicos provocados pela sua inercia.
Anos atrás, um amigo meu me deu uma lição de crioulo, apontando a fineza e subtilidade da nossa LINGUA: Eu me queixei após uma visita a CV do facto de ninguém se preocupar com a violência contra as mulheres, sendo essas VIOLADAS, muitas vezes com a cumplicidade de familiares.
Ele me respondeu que nossas mulheres não são violadas mas FORÇADAS. E esse é o clima no qual nossas mulheres, irmãs e mães vivem sem que o Governo promova leis para a sua protecção.
É de se lembrar que CV é uma sociedade PATERNALISTA, onde a mulher depende grandemente do tostão do homem para sobreviver. Eu gostaria de ver uma mudança radical. Gostaria de ver a mulher caboverdeana tomar conta do seu destino, pois uma sociedade onde a mulher é activa é uma sociedade rica.
Que fazer do INCESTO? Sei que isso é algo de MUUUITO TABÚ, todavia vamos ter que promover um debate sobre esta aberação. Pais abusam das filhas fazendo delas escravas sexuais, filhos deitam com mães, irmãos "brincam" com irmãs. É tempo d'abrir as portas a um debate que poria fim a este tipo de comportamento, irracional para alguns, doentio para outros.
"Apagões" na CAPITAL acontecem quase todas as semanas, quando seria simples de investir em outras formas de energia em vez de continuar a apostar nas energias fósseis. Geotérmico, Eoliana (vento), Solar, etc...
Devemos apostar na nossa creatividade, ubiquizando-nos, isto é estar aqui e em CV ao mesmo tempo, para poder conseguir do nosso Governo essa mudança tão necessária. Devemos contar com a nossa capacidade a provocar as coisas em vez de as ver se desenrolar perante nossos olhos, portanto ser ACTORES em vez de espectadores, e isso, irmãos só com uma união e coesão totais, o conseguiremos.
O Êxodo rural é também extremamente preocupante. Durante décadas o Governo se "esqueceu" do agricultor, o praiense e o resto de CV marginalisando aquele que é o PILAR do nosso país: o BADIO. Já alguem se preocupou de saber o que seria de nós sem o "badio"? Ainda não? Que o badio faça greve e metade de CV morre de fome.
Que fazer também da desigualdade de tratamento do nacional comparado ao importado branco? É racismo, complexo de inferioridade ou oportunismo? Ou uma soma dos três?
E que dizer do nosso desprezo perante o irmão Africano que chamamon de Mandjaco. Lembrem-se que quando estávamos morrendo de fome nas décadas de 40, 50, 60 e até 70, nosso Portugal, Holanda, França e América se chamavam Senegal, Côte d'Ivoire, Bénin, Guiné(s), etc...
Eles nos abriram suas portas e seus braços e agora que eles precisam de nós, são recebidos com desprezo. MALCONCHEDOS.
Há muitos outros assuntos a debater. A lista é longa mas também é meu desejo de ver "UM CABO VERDE MELHOR". Não é preciso salientar até que ponto são necessárias todas as sugestões e ajuda num projecto duma tal envergadura.
Para aqueles que têm dificuldades em ler o Português, podemos traduzir para Inglês e Francês. Também são benvindas respostas e sugestões em outras linguas.
To those who have difficulties understanding Portuguese, a translation coulde be made available. Your answers and suggestions in different languages are most welcome.
Pour ceux qui ne comprenneent pas le Portugais, une traduction pourrait etre disponible. Vos réponses et suggestion sont les bienvenues.
Lu |
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Lu di Dulce Guest
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Posted: Fri Jan 06, 2006 11:46 am Post subject: |
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Para começar o ano seria bom que todos os participantes deste forum decidisse participar activamente na vida política do nosso país.
Feliz Ano a todos,
Lu |
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eloisastar
Joined: 04 Jan 2006 Posts: 1
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Posted: Fri Jan 06, 2006 12:39 pm Post subject: |
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Ei LU adorei a forma como expressaste e tens razao ,devemos fazer algo para melhorar a situasao e nao lamentar .Temos sim que organizar-nos e melhorar o nosso cv. _________________ Deportason :O que podemos fazer para ajudar ou melhorar a situacao dos que sao deportados. |
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Lu di Dulce Guest
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Posted: Fri Jan 06, 2006 2:45 pm Post subject: |
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Obrigado pelas tuas palavras. Lembrem-se do velho "A Uniao Faz a Forca"? E um classico que sempre funciona. Se unidos estivermos mais coisas faremos, mais longe iremos, mais ricos (espritualmente e monetariamente) seremos e essa e a razao pela qual CV ainda nao conseguiu avacar: a falta de unidade.
Quanto aos lamento a reaccao da maioria do nosso povo. Primeiro nao ha estrutura de acolhimento favoravel a uma integracao total desses, segundo a opiniao da maioria e que os USA devem tomar conta deles pois esses "sao o produto da cultura americana", o que e' completamente absurdo.
Eles sao o produto da nossa ganancia e ignorancia e os Estados Unidos nao convidaram ninguem a cultivar essas atitudes, que eu saiba. Portanto, nos e que devemos tomar conta da nossa miseria.
Penso que deveriamos criar uma associacao ou utilizar as existentes aqui e entrar em contacto com os dirigentes CV's afim de promover uma melhor integracao a sociedade CV e o aproveitamento dos mesmos em Cabo Verde, pois eles tambem tem algo para oferecer ao nosso pais.
E pena que nao saibamos ver o potencial existente em cada individuo.
Nhos fica tudo bem,
Lu |
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Guest
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Posted: Sun Mar 12, 2006 9:29 am Post subject: |
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parece que depois destas eleicoes, passarao a ver os imigrantes com outors oculos. |
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Guest
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Posted: Sun Mar 12, 2006 3:43 pm Post subject: |
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Sera mesmo? com que olhos? |
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Guest
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Posted: Wed Mar 15, 2006 1:38 pm Post subject: |
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Pelos menos eles sabem do poder que a imigracao tem em decidir o seu destino politico e o rumo de Cabo Verde. |
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caoberdiano Guest
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Posted: Wed Mar 15, 2006 5:33 pm Post subject: |
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Congratulo-me com a enorme elevação e a forma incisiva com as pessoas têm estado a colocar aqui as questões e a opinar, dirigindo-se para o que é verdadeiramente o ESSENCIAL.
Fico feliz ainda por constatar que as questões são colocadas de forma objectiva, sem paixões e, fundamentalmente, sem fanatismos político-partidárias que estão a minar toda a sociedade caboverdiana, tornando-a incapaz de discutir qualquer assunto de interesse para o país sem se enveredar pela lógica da aniquilação política e moral do outro.
Do ponto de vista de emancipação político e social, este fórum vem demonstrar que os emigrantes, para além da generosa contribuição financeira que dão a Cabo Verde, através das suas remessas e dos seus investimentos, tem muito mais a dar a Cabo Verde.
Penso que em Cabo Verde se padece de muitos tabús, mormente nas classes ditas de elite, nomeadamente, governantes, deputados, políticos. Um deles é de ver o emigrante como "mão-de-obra desqualificada" que apenas faz trabalho duro no estrangeiro e é incapaz ou pouco capaz (para ser mais brando) de contribuir com a sua inteligência para a definição de políticas em Cabo Verde. Outro é, por consequência, apenas servem para mandar dinheiro, encarado como "um dever" e recebido como "uma obrigação moral" ou uma dádiva (política de mão estendida) para o Estado.
Últimamente ainda, assiste-se o que para mim é extremamente chocante, que é, tratar indiscriminadamente a todos os emigrantes que com o seu suor, sacrifício, muito trabalho muitas vezes em condições de extrema dureza, conseguem amealhar honestamente algum dinheiro e/ou bens, e são tratados por traficantes, "padeiros", "farinhentos" ou outros mimos, hoje em dia corriqueiros em Cabo Verde. Pior é que são assim tratados logo à chegada, por entidades do Estado, nomeadamente, Polícias, Alfândega, às vezes veladamente, mas muitas vezes descaradamente. A primeira reação é desconfiar. Se ele vem com muita bagagem, com anel, brinco, colar, etc, de ouro, se traz um carro, etc. são conotados automaticamente com traficantes. Nas Alfândegas a "ordem" é tirar-lhes o máximo possível, pondo em marcha não só taxas elevadíssimas como todo o sistema de corrupção lhe salta em cima a tentar "comer" o mais possível. Como todos sabemos o emigrante por desconhecer os esquemas e as leis acaba sempre vitimado.
Quis trazer este último tópico como sendo uma das questões que mais embaraços tem criado nas relações entre a emigração e o seu torão natal, Cabo Verde.
Não só pela forma descriminatória como os emigrantes são tratados na sua terra (veja-se que se tratando de um "branco" as coisas são diferentes), mas acima de tudo pelo o que poderia representar o investimento dos caboverdianos no país se as condições lhes fossem mais favoráveis e tivessem condições, pelo menos iguais aos investidores estrangeiros e fossem tratados, em termos afectivos, de igual forma.
Eis uma das batalhas que a emigração deverá desencadear.
Mas as lutas, como aqui já se disse, tem de ser alicerçado na força da união. Infelizmente essa união tem sido muito difícil de se conseguir, na minha opinião, por força de lobies políticos de partidos em Cabo Verde.
Mas não tem que ser assim. E penso que, do que tenho acompanhado neste fórum, o que tem que mover a todos é a participação dos emigrantes na vida política, social e económica de Cabo Verde e não sejam tratados como peões num jogo de Xadrez cuja função é servir para dar Xeque Mate ao adversário.
Existe quanto a mim um aproveitamento desmedido do amor que os emigrantes nutrem por Cabo Verde, isto porque sabem que os emigrantes amam demais a sua terra. Mas se isto é um ponto forte para os emigrantes não deixa de ser também, um ponto fraco, pois à custa disto são "explorados", "enganados", "ludibriados" (ponho entre aspas pois não encontro outras palavras que podessem não ferir susceptibilidades e de ser mal compreendido).
Nesta ordem de ideia, aproveito para lançar um repto para reflexão:
A visão dos emigrantes em relação a Cabo Verde está muitas vezes desactualizada e desarticulada com a realidade, porquanto muitos ainda vêem Cabo Verde como um "coitadinho", "país pobre" de "gente pobre", etc, etc. A realidade não é esta. Deixou de ser há muito e não é assim que os caboverdianos querem ser vistos. Cabo Verde é um país de desenvolvimento médio. Já superou quase todas as taxas que caracterizam o subdesenvolvimento ou seja "coitado".
A onda de Cabo Verde hoje é o investimento. O emigrante deve-se colocar sem complexos como investidor, mesmo se tratando nas pequenas remessas, deve pensá-lo em termos de investimentos.
Só assim se consegue proteger e ser visto com mais respeito pelas autoridades. Só assim conseguem competir e terem as melhores oportunidades que lhes são muitas vezes negadas e são dadas a estrangeiros.
Força a todos. |
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Nhu Naxu
Joined: 10 Mar 2006 Posts: 15
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Posted: Wed Mar 15, 2006 6:29 pm Post subject: sim senhor |
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Ha di ben tempu ki guentis na nos terra ta kumessa ta valoriza importasia di contributu intelectual di imigrantis pa desenvolvimentu di Cabu Verdi... y kel tempu li dja txiga. Ti ki enfin un fidju di nos terra ki sta la na terra fazi un analise sinceru sobre relasionamentu di imigranatis ku Kabu Verdi. Excelenti.
tudu imigrantis debi tra txapeu a kel Kauberdianu li ku fazi kel kumentariu ki sta di riba.
Dja bu ganha nha rispetu. Parsi sempre na kel forum li pamodi abo oras ki bu abri boka, mundu ta da bi banda di verdadi.  |
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Guest
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Posted: Thu Mar 16, 2006 11:57 am Post subject: |
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apoiadu! |
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Lu di Dulce
Joined: 16 Feb 2006 Posts: 257
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Posted: Thu Mar 16, 2006 1:09 pm Post subject: |
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| caoberdiano wrote: | Congratulo-me com a enorme elevação e a forma incisiva com as pessoas têm estado a colocar aqui as questões e a opinar, dirigindo-se para o que é verdadeiramente o ESSENCIAL.
Fico feliz ainda por constatar que as questões são colocadas de forma objectiva, sem paixões e, fundamentalmente, sem fanatismos político-partidárias que estão a minar toda a sociedade caboverdiana, tornando-a incapaz de discutir qualquer assunto de interesse para o país sem se enveredar pela lógica da aniquilação política e moral do outro.
Do ponto de vista de emancipação político e social, este fórum vem demonstrar que os emigrantes, para além da generosa contribuição financeira que dão a Cabo Verde, através das suas remessas e dos seus investimentos, tem muito mais a dar a Cabo Verde.
Penso que em Cabo Verde se padece de muitos tabús, mormente nas classes ditas de elite, nomeadamente, governantes, deputados, políticos. Um deles é de ver o emigrante como "mão-de-obra desqualificada" que apenas faz trabalho duro no estrangeiro e é incapaz ou pouco capaz (para ser mais brando) de contribuir com a sua inteligência para a definição de políticas em Cabo Verde. Outro é, por consequência, apenas servem para mandar dinheiro, encarado como "um dever" e recebido como "uma obrigação moral" ou uma dádiva (política de mão estendida) para o Estado.
Últimamente ainda, assiste-se o que para mim é extremamente chocante, que é, tratar indiscriminadamente a todos os emigrantes que com o seu suor, sacrifício, muito trabalho muitas vezes em condições de extrema dureza, conseguem amealhar honestamente algum dinheiro e/ou bens, e são tratados por traficantes, "padeiros", "farinhentos" ou outros mimos, hoje em dia corriqueiros em Cabo Verde. Pior é que são assim tratados logo à chegada, por entidades do Estado, nomeadamente, Polícias, Alfândega, às vezes veladamente, mas muitas vezes descaradamente. A primeira reação é desconfiar. Se ele vem com muita bagagem, com anel, brinco, colar, etc, de ouro, se traz um carro, etc. são conotados automaticamente com traficantes. Nas Alfândegas a "ordem" é tirar-lhes o máximo possível, pondo em marcha não só taxas elevadíssimas como todo o sistema de corrupção lhe salta em cima a tentar "comer" o mais possível. Como todos sabemos o emigrante por desconhecer os esquemas e as leis acaba sempre vitimado.
Quis trazer este último tópico como sendo uma das questões que mais embaraços tem criado nas relações entre a emigração e o seu torão natal, Cabo Verde.
Não só pela forma descriminatória como os emigrantes são tratados na sua terra (veja-se que se tratando de um "branco" as coisas são diferentes), mas acima de tudo pelo o que poderia representar o investimento dos caboverdianos no país se as condições lhes fossem mais favoráveis e tivessem condições, pelo menos iguais aos investidores estrangeiros e fossem tratados, em termos afectivos, de igual forma.
Eis uma das batalhas que a emigração deverá desencadear.
Mas as lutas, como aqui já se disse, tem de ser alicerçado na força da união. Infelizmente essa união tem sido muito difícil de se conseguir, na minha opinião, por força de lobies políticos de partidos em Cabo Verde.
Mas não tem que ser assim. E penso que, do que tenho acompanhado neste fórum, o que tem que mover a todos é a participação dos emigrantes na vida política, social e económica de Cabo Verde e não sejam tratados como peões num jogo de Xadrez cuja função é servir para dar Xeque Mate ao adversário.
Existe quanto a mim um aproveitamento desmedido do amor que os emigrantes nutrem por Cabo Verde, isto porque sabem que os emigrantes amam demais a sua terra. Mas se isto é um ponto forte para os emigrantes não deixa de ser também, um ponto fraco, pois à custa disto são "explorados", "enganados", "ludibriados" (ponho entre aspas pois não encontro outras palavras que podessem não ferir susceptibilidades e de ser mal compreendido).
Nesta ordem de ideia, aproveito para lançar um repto para reflexão:
A visão dos emigrantes em relação a Cabo Verde está muitas vezes desactualizada e desarticulada com a realidade, porquanto muitos ainda vêem Cabo Verde como um "coitadinho", "país pobre" de "gente pobre", etc, etc. A realidade não é esta. Deixou de ser há muito e não é assim que os caboverdianos querem ser vistos. Cabo Verde é um país de desenvolvimento médio. Já superou quase todas as taxas que caracterizam o subdesenvolvimento ou seja "coitado".
A onda de Cabo Verde hoje é o investimento. O emigrante deve-se colocar sem complexos como investidor, mesmo se tratando nas pequenas remessas, deve pensá-lo em termos de investimentos.
Só assim se consegue proteger e ser visto com mais respeito pelas autoridades. Só assim conseguem competir e terem as melhores oportunidades que lhes são muitas vezes negadas e são dadas a estrangeiros.
Força a todos. |
E pena que ainda nao tenhamos compreendido que temos um papel vital a jogar no futuro de CV, e que so forcando a mao do governo conseguiremos obter uma representacao digna da nossa participacao na economia do nosso pais. |
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