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Guest
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Posted: Fri Mar 24, 2006 5:13 am Post subject: Antigo Hino foi Entoado na Visita de Pedro Pires ao Brasil |
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HINO DA ANTIGA REPÚBLICA FOI ENTOADO NA VISITA DE PEDRO PIRES AO BRASIL
De quem será a responsabilidade pelo “grosseiro desrespeito” aos cabo-verdianos?
Incrivelmente” o hino da Guiné Bissau - ‘Sol, suor, o verde e o mar…’ – que também já foi o de Cabo Verde na I República foi entoado na visita que Pedro Pires, enquanto Chefe de Estado, fez ao Brasil, a 28 de Outubro do ano passado, sem que, aparentemente, houvesse qualquer reclamação da parte das entidades cabo-verdianas que participaram no acto. Um tema que poderá fazer correr muita tinta nos próximos dias
Rio de Janeiro, 21 Março - Na última visita que Pedro Pires fez ao Brasil, na cerimónia que marcou a sua recepção no Itamaraty pelo presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva e Pedro Pires, a 28 de Outubro do ano passado, o hino entoado como sendo o de Cabo Verde foi o da I República, o que era o mesmo da Guiné Bissau, segundo uma fonte que garante ter assistido a cerimónia.
A questão agora é saber a quem responsabilizar o “desrespeito”, se “deve ser imputado ao protocolo da Presidência da República brasileira ou se terá sido essa a vontade do próprio presidente cabo-verdiano” avança a nossa fonte, para quem “tem havido sinais claros por parte de dirigentes do PAICV de desrespeito pelos símbolos da República”.
Outro aspecto, segundo a nossa fonte, que leva a ter dúvidas de que o eventual erro tenha sido provocado pelo protocolo brasileiro, prende-se ao facto de “se desconhecer qualquer reclamação que tenha sido feita no momento ou posteriormente, quer por parte da Presidência da República cabo-verdiana, quer por parte da Embaixada de Cabo Verde no Brasil”. Até porque, segundo confidenciou a nossa fonte, o gabinete do cerimonial da Presidência brasileira afirma que “normalmente cabe ao serviço de protocolo do visitante fazer a entrega do hino do respectivo país”.
A nossa fonte garante que o próprio Embaixador cabo-verdiano no Brasil, Luís Valadares Dupret confirma que nessa cerimónia que teve lugar no Itamaraty a 28 de Outubro, foi entoado o hino da I República, embora o diplomata defenda que o erro terá sido do protocolo do Itamaraty. Para além do Embaixador Dupret, participaram na cerimónia, segundo a nossa fonte, outras personalidades: o Cônsul de Cabo Verde em S. Paulo, Aguinaldo Rocha, o Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Domingos Pereira Mascarenhas, bem como o responsável pelo serviço do protocolo Daniel Oliveira.
Com alguma ironia, a nossa fonte garante ainda que esses altos dirigentes do Estado de Cabo Verde – Presidente da República, Embaixador de Cabo Verde no Brasil, Cônsul de Cabo Verde em S. Paulo, Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e, eventuais, outras personalidades “até devem ter-se divertido ao reviverem o ‘Sol, suor, o verde e o mar…, e por aí afora”. Caso contrário, continua a fonte, “teriam imediatamente protestado contra o grosseiro desrespeito a um povo que é pobre, mas que tem muita dignidade”.
A nossa fonte garante ainda que altos funcionários da Embaixada, da Presidência da República e de outras instituições do Estado de Cabo Verde procuraram sempre “esconder o ocorrido e sempre que alguém fala no assunto, escusam-se com conversas descabidas”.
Liberal já falou com o embaixador de Cabo Verde no Brasil, Luís Valadares Dupret, e conta, ainda hoje, publicar as suas declarações a propósito. Também tentamos falar com o Cônsul de Cabo Verde em S. Paulo, Aguinaldo Rocha. Foi impossível, pois, segundo a sua secretária, o Cônsul não se encontrava no momento, mas “passará por aqui lá para o final da tarde”. Sugeriu-nos que enviássemos a nossa questão por e:mail. Aceitamos a sugestão, mas, até ao momento, não recebemos qualquer resposta do cônsul, apesar de termos enviado a nossa mensagem ontem.
Contactamos o “Cerimonial da Presidência da República” brasileira que, manifestaram estranheza pelo ocorrido, pois confirmam o que a nossa fonte já tinha dito que “normalmente cabe ao serviço de protocolo do visitante fazer a entrega do hino do respectivo país”, mas ainda assim prometeram investigar o que teria ocorrido nessa cerimónia para ulteriores esclarecimentos. Esperamos a qualquer momento obter mais informações a propósito e também publicá-las para satisfação dos nossos leitores.
Tratando-se de uma matéria de extrema importância e gravidade, Liberal promete publicar todas as declarações e reacções que possam surgir a este propósito quer da parte dos envolvidos – Presidência da República, Embaixada de Cabo Verde no Brasil, Governo através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Presidência Brasileira – quer da parte de outras instituições, partidos políticos e pessoas que o pretendam fazer.
Fonte: Liberal-online.com |
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odju bibu Guest
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Posted: Fri Mar 24, 2006 7:03 am Post subject: |
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Tem sido uma enorme falta de respeito e um abuso completo relativamente aos novos símbolos nacionais.
Desde 2001 que temos assistido a esse abuso do pessoal do paicv:
- já foram utilizados selos com símbolos da 1ª república (estrela negra);
- nas cerimónias de 5 de Julho usou-se a bandeira antiga (estrela negra);
- e agora assistimos a essa troça (troca, desculpem) de Hino Nacional da Guiné Bissau.
Para o esclarecimento de todos, Guiné e Cabo Verde foi idealizado como um todo. Tinham os mesmos símbolos nacionais, a Bandeira da Guiné era também Bandeira de Cabo Verde, assim como o Hino Nacional também era o mesmo.
Em 1980, o Golpe de Estado de Nino Vieira veio acabar com essa união.
Deu-se a separação de Guiné e Cabo Verde.
No entanto, com a falta de iniciativa e criatividade dos camaradas (recorde-se que foi Amilcar Cabral que desenhou a bandeira e fez o hino Nacional para o projecto de união que ele defendia, para o Estado "GC" - Guiné-Cabo Verde), os dois países (agora independentes um do outro) continuaram com os mesmos símbolos e o mesmo Hino.
Os Guineenses foram mais fiéis com a obra de Amílcar Cabral. Não mexeram nem na Bandeira, nem deturparam o nome do partido fundado por Amílcar, o PAIGC.
O pessoal CV achou por bem fazer "pequenas alterações" à obra de Amílcar Cabral, sentindo-se legitimados para isso. Mexeram na Bandeira de Cabral e acrescentaram-lhe umas Espigas (caídas do céu!) a envolver a Estrela Negra. Ficaram felizes e contentes, convencidos de que tinham melhorado e muito a obra feita por Cabral.
Portanto, Cabo Verde ficou com a Bandeira de Cabral, adulterada na sua essência e manteve o mesmo Hino da guiné Bissau, coisa rara no mundo e por isso mesmo, motivo de chacota junto dos outros países.
As consequências eram óbvias. Em cerimónias que envolviam entidades oficiais (Presidentes da República por exemplo) dos dois países, caíamos no ridículo de ouvir o mesmo Hino duas vezes. E muitas vezes, os nossos representantes oficias tiveram que levar com a Bandeira original, sem a Espiga acrescentada, portanto, com a Bandeira da Guiné bissau. Ou seja, a nossa imagem externa estava literalmente ofuscada através da falta de clareza e definição dos símbolos nacionais.
Chegou a ser anedótico e patético as explicações encontradas pelo nosso protocolo de estado para explicara a situação. Passaram a vida a explicar ao protocolo dos outros países que tínhamos o mesmo Hino da guiné, mas que a nossa Bandeira era diferente porque tinha uma Espiga a envolver a Estrela Negra. Isso não passa pela cabeça de ninguém.
A acrescentar a tudo isso, o novo partido, cujas siglas resultam da da adaptação e adulteração da sigla original de Cabral (do PAIGC extrapolamos para PAICV), apoderou-se de todo o legado histórico nacional deixado por Amílcar Cabral. Trataram os símbolos nacionais como sendo exclusivamente propriedade particular e privada do partido, do PAICV, cujo o projecto político, o próprio Amílcar nunca chegou a conhecer.
Resumindo e baralhando, além de um Hino Nacional partilhado com outro país sobrenado (a Guiné Bissau), tínhamos os símbolos nacionais partidarizados.
Se de 1980 a 1991, o partido único soube gerir e manipular a consciência colectiva, com a informação falaciosa de que o PAICV era o partido de Cabral, recorrendo aos símbolos originais do PAIGC para lavagem cerebral do povo, assente numa forte propaganda política a favor do novo partido fundado, o PAICV (ver manuais escolares produzidos na altura), a partir da abertura política e democrática de 91, Cabo Verde não podia de forma alguma continuar a manter os mesmos símbolos e compactuar com essa promiscuidade Partido/estado reinante.
Assumiu-se e com muita coragem política, a alteração desse estado de coisas que estavam a causar grandes embaraços protocolares e diplomáticos na representação oficial do país.
Chegou-se à conclusão que já era tempo de preservar nas mais altas prateleiras da nossa História, os nossos símbolos nacionais, quer os originais concebidos por Cabral, quer as alterações introduzidas com a criação do PAICV.Penso que é unânime que teríamos de alterar essa situação.
Lançou-se concursos para o efeito e ganhou o melhor. Hoje temos um bom Hino (apelando à Liberdade e à certeza no Homem Cabo-verdiano) e uma bonita bandeira, que espelha bem a nossa realidade, com o Azul (de mar e céu) a dominar a bandeira, com o branco da Paz e da concórdia, as dez estrelas amarelas a simbolizar equitativamente as nossas ilhas, deslocadas para "west" (a nossa posição geográfica relativa ao continente africano) e por fim a faixa vermelha, do sacrifico que a natureza exige aos filhos desta terra para continuar a trabalhar e labutar nessa vida. Penso que é uma bandeira que orgulha qualquer cabo-verdiano.
Voltar a pôr tudo isto em causa, é uma enorme falta de bom senso. Bem sei, que determinados sectores radicais, querem substituir os novos símbolos nacionais.
Para mim seria um enorme retrocesso. |
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Labina Guest
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Posted: Fri Mar 24, 2006 1:21 pm Post subject: |
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Para mim, não é só falta de respeito mas uma grande ofensa ao povo de Cabo Verde. Sou orgulhosa da minha Caboverdianidade e fiquei triste e ofendida com o tal desrespeito. Este desrespeito é muito visivel na comunidade CV nos EUA. Já tentaram fazer o mesmo porque não aceitaram a mudança dos simbolos nacionais. Mas estes JAMAIS irão ser mudados! A dita mudança foi e continua a ser o maior golpe que o MPD infringiu ao paicv.
Por esta razão, há um ódio muito forte contra o nosso presidente, Carlos Veiga. Vamos ficar alertas e com muita cautela porque "bitxu pretu" e prigozu.
labina Marcelino |
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Tunecas di Nha Bin Guest
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Posted: Fri Mar 24, 2006 3:24 pm Post subject: |
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| Labina wrote: | Por esta razão, há um ódio muito forte contra o nosso presidente, Carlos Veiga. Vamos ficar alertas e com muita cautela porque "bitxu pretu" e prigozu.
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D'accord m'amie!  |
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