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Quem Realmente Mandou Matar Amilcar Cabral?

 
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forcv
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Joined: 11 Oct 2005
Posts: 217

PostPosted: Tue Oct 11, 2005 1:53 am    Post subject: Quem Realmente Mandou Matar Amilcar Cabral? Reply with quote


Link:http://forcv.com/index.php?idnoticia=21

For English go to: Who Ordered the Assassination Amilcar Cabral?
Link:http://forcv.forumup.org/viewtopic.php?t=588&mforum=forcv


Nota: A traducao deste documento de Ingles para Portugues foi feita com um programa de computador.

Um livro intitulado " Quem mandou matar Cabral de Amilcar?" escrito por Jose' Pedro Castanheira, um jornalista português em jornal "Expresso" de Lisboa, lancado na Cidade da Praia no dia 22 de Janeiro, somente 2 dias depois do vigesimo terceiro aniversário do assassinato de Cabral de Amilcar, fundador do Partido Africano para a Independência de Guine' Bissau e Cabo Verde (PAIGC) - o movimento de liberação que deu independência a Cabo Verde. Cabral freqüentemente é referido como o "Fundador de Nacionalidade de Caboverdiana". No entanto, ainda não é sabido por certo que deu a ordem para o seu assassinato.

A apresentação do livro e seu autor foi feita por Nuno Almada, o Conselheiro Cultural na Embaixada portuguesa em Cabo Verde, e o poeta, Corsino Fortes, ex-membro do governo de PAICV e primeiro Embaixador de Cabo Verde em Portugal. Nuno Almeida declarou que o livro é um relatório jornalístico imparcial e que "talvez nunca saberemos com certeza" quem foram os responsáveis pela morte de Amilcar Cabral. Tambe'm salientou que "há mais de um beneficiário" ao assassinato de "este grande líder e exemplo da humanidade". O trabalho é a fruta de três anos de investigação que levou o autor a Guiné Bissau, Guiné (Conacri), Senegal e Cabo Verde. A pesquisa foi feita em arquivos locais da PIDE-GDS (a noto'ria polícia política Portuguesa) e Registros Diplomáticos portugueses no Ministério de Relações exteriores em Lisboa. Igualmente, o autor entrevistou muitas pessoas destacadas que estiveram envolvidas na luta para a luta para a independencia de Cabo Verde e Guiné bissau.

Corsino Fortes e muitos outros que estiveram presentes no lançamento do livro no "Centro Cultural Portugues" disseram que o autor tomou medidas certas para assegurar a imparcialidade e apresentar um relatório aceitavel apesar do desaparecimento de documentos chave dos arquivos do PIDE em Cabo Verde, Guiné e Lisboa. Tambe'm constou-se o desaparecimento de relatórios da Comissão Internacional de Inquérito e de um outro inquérito conduzido pelo PAIGC depois de assassinato de Amilcar Cabral.

O livro apresenta quatro possíveis cenários concernente a identidade da pessoa que deu a ordem assassinar Cabral de Amilcar. A primeira teoria sugere uma conspiração entre membros guineenses do PAIGC que estavam descontente com a posição favorável muitos membrosCaboverdianos do PAIGC desfrutavam na Guiné. Embora Amilcar Cabral era de ascendência Caboverdiana, ele nasceu em Guiné e estudou em Cabo Verde. A segunda teoria sugere que Sekou Toure, o Presidente de Guiné Conacri que deu recursos para o seguro-refúgio de PAIGC na luta contra os português, pode ter mandado o assassinato de Cabral, porque ele esteva muito interressado na unificação das duas regiões de Guiné, idea contraria ao desejo de Amilcar Cabral. Uma terceira teoria sugere que o "braço longo de PIDE" foi responsável pela morte do heroi Africano e que a PIDE enfiltrou o seu colaborador no círculo interno de amigos do Cabral antes do seu assassinato em Conacri no dia 20 de janeiro de 1973. A teoria final sugere que o comandante-chefe Português, general Antonio Spinola, que dirigia a guerra contra o o PAICG e as outras forças rebeldes deu a ordem para o assassinato de Cabral de Amilcar a fim de negar o PAIGC os poderes da seu liderança.

O lançamento do livro não foi recebido com entusiasmo por alguns ex- membros e camaradas de luta do PAIGC que lutaram lado-a-lado com Cabral. Po exemplo, Carlos Reis (também um dos Embaixadores do Cabo Verde em Portugal e ex-Ministro de Educação e Cultura), discordou com o ponto de vista do autor que o português não podia ser culpado para assassinato do Cabral por falta de documentação decisiva para provar, para além duvida, o envolvimento directo de qualquer um dos milhares soldados portugueses ou agentes de PIDE que estavam na região no tempo. Carlos Reis queixou-se que este ponto de vista aparece oferecer um "não culpado" veredito a agentes de fascismo e colonialismo português.

Osvaldo Lopes da Silva, que era o Comandante do PAIGC na Frente Oriental quando Amilcar Cabral foi assassinado, foi acompanhado por outros ex- combatentes no lançamento do livro, a saber o comandante Pedro Pires (primeiro-ministro do Cabo Verde de 1975-91 e entao presidente do pai's) e Corsino Tolentino (anteriormente Ministro de Educação) entre outros, disse que na sua opiniao a verdade nunca pode ser descoberta devido à falta de qualquer prova documentária, mas que a responsabilidade pelo assassinato de Cabral deve assentar nas maos do comandante Spinola visto que ele que organizou uma campanha de propoganda para desestabilizar o PAIGC e causar a conflitos internos e rivalidade entre os combatentes pela liberdade de Guineé e Cabo Verde.

José Pedro Castanheira admite que a pergunta "Que deu a ordem para matar Cabral de Amilcar?" é polêmica, tanto em Cabo Verde e Guiné Bissau assim como em Portugal, e provavelmente ficará em silêncio até que alguém produza evidência documentária apontando o dedo no homem que deu a ordem para matar Cabral...

No entanto, tu, caro leitor, podes ajudar Cabo Verde a desvendar este mistério que tem vindo a ser ocultado por décadas. Ja é tempo de " nu obi voz di povo" e saber a verdade.

Por favor, calque no postreply embaixo e escreva o seu comentário.



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Last edited by forcv on Wed Jan 17, 2007 9:41 am; edited 15 times in total
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PostPosted: Tue Oct 18, 2005 7:39 pm    Post subject: Reply with quote

Sera' ki realmenti nho's tem divida kem ki manda mata Kabral ?
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Guest






PostPosted: Tue Oct 18, 2005 7:40 pm    Post subject: Reply with quote

Ha' pessoas dentro do Governo que sabem quem mandou matar Amilcar Cabral. Por favor, abrem a boca e desvendam esse suposto mesterio que nao e' misterio alguma.
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PostPosted: Tue Oct 18, 2005 7:40 pm    Post subject: Reply with quote

Só Ha uma certeza esta "estoria" esta mal contada sendo de salhentar que é provavel que mesmo os "amigos" de Cabral tenham ajudado a mata-lo para assim tirarem dividendos politicos
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PostPosted: Tue Oct 18, 2005 7:41 pm    Post subject: Reply with quote

historia li inda tem thceu pa konta.
kem ki kre kumessa ?
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PostPosted: Tue Nov 08, 2005 12:31 pm    Post subject: Reply with quote

Anonymous wrote:
historia li inda tem thceu pa konta.
kem ki kre kumessa ?
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Eròinacv
Guest





PostPosted: Tue Nov 08, 2005 3:32 pm    Post subject: Paxenxa Reply with quote

A CABRAL PAXENXA...

E' sò nha manera di pensa mas nada

E' sim meus Irmaos ki stòria di morte di Cabral tem tcheu ki conta kela go tem... Ainda stà um alguém na governo ki pode conta exatamente nao kem ki manda mata Cabral mas sim modi ki contici, pami Cabral ka manda matado, pa mi alguém ao lado di Cabral, se amigo mesmo se amigo horas ke amigo ka ta manda nem ka ta mata amigo... Mas alguém a qual Cabra tinha confinça, e que sabia planos di victoria, ki ta staba sempre djunto ku él, é sima ki Cabral instrui se prope assassinos sem é sabe, alguém ki uma vez ki guerra caba, é ta tinha um posiçao mas nao kel ki Cabral ta ficaba cuél.Visto ki fama como guerreiro pa Guiné i Cabo Verde Cabral dja era um heròi e kes lotos ki staba djunto ku él na luta també dja panhaba fama mas menos. Entao com a combinaçao do galo preto da Guiné com esse tal (amigo) tirando Cabral di lance cusas ta serba mais facil, pamodi nòs camarada AMILCAR CABRAL era mas inteligente e instruido ki éstudo e kela ta poba és na segundo lugar e complekissados. ESTRATEGIA, CV e GN ta dividida e kada galo ta ficaba feliz e contente na se puleiro. E'l é cria tudo um cargo mas grande Cabral luta él é (és) ganha, e ti inda é sata ganha... kusa ki ta dam cabaco é ki Cabral istruis mesmo matando-o és podia aomenos seguiba se rasuscinio, se vontade, se planos, e se disejo, di ki tudo se povo ajà agò, pon, igualdade, instruçao cultural, pa ki um dia tudu nòs seja ele e leba se filosofia de vive . Pa nu ka corrompedo, pa nu ka submetido, pa nu ka passado pé riba cabeça, e nem pa no ka skeci nòs origem... CABRAL TA CONTINùA BIBO NA CORAçON DE KES KI CONXEL E DI KES KI KA TIVE HONRA DI CONXI E'S HOMI KI FAZI DI UM PAIS BIRRA UM NAçON. Abraço.

Eròinacv
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PostPosted: Fri Nov 18, 2005 7:14 am    Post subject: Reply with quote

NHAGUENTI FORTI KUSA BEM PENSADO GO!
TI MAGUA TA DAM KEL ULTIMO FRAZI LI E RICO DI, EXPRESON, DI ALMA DI GRANDI CAPACIDADE
AMI N' STA CONTENTI KU BO EROINA TUDU BUS KUZA KI BU SCREBI M' LER... NHA SICERO ADMIRASON. SIMA BU FLA- ES HOMI- KI FAZI- DI UM PAIS- BIRRA NASON!
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Voz di Cabral
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PostPosted: Fri Jan 20, 2006 9:08 pm    Post subject: Reply with quote

33 anos depos, inda nu ka sabi kenha ki manda mata Cabral y tra kel forca libertadora di mon di Caboverdianos.
Alguem ten resposta pa mi? Quem ki ordea morti di Cabral?
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vagabundo
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PostPosted: Wed Jan 25, 2006 3:40 pm    Post subject: mata cabral Reply with quote

ninguen ka mata cabral mas di kuze ki nu sta fazi li. se mensagen continua oje, se morti significa nada. mensagi e tudo
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josé bouquinhas
Guest





PostPosted: Tue Oct 10, 2006 6:46 am    Post subject: Reply with quote

Escrevi em tempos que estava nas tintas para quem matou Cabral. Volto a reincidir e reafirmar alto e bom tom que estou nas tintas para quem assassinou o guineense Amilcar!

Ja é tempo de deixarmos a alma do homem em paz! Basta de propaganda a favor do estalinista que nao respeitava direitos humanos, que nao lutou por um Estado de direito e democracia pluralista. Cabral era um comunista e tem de ser recordado como tal!

Ele fez uma luta na Guiné que libertou, é um heroi na Guiné!Em Cabo verde nunca houve guerra de libertaçao, logo Cabral nao pode ser Fundador de Cabo Verde!

Os fundadores de Cabo Verde sao os portugueses e escravos africanos, quer queiramos quer nao! Os inspiradores da nossa crioulidade, sao Eugénio Tavares, que era um portugues, basta ver para a fotografia dele no amidjabraba.com e outro como Pedro Cardoso.

Tudo o resto é propaganda!
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PostPosted: Tue Oct 10, 2006 2:12 pm    Post subject: Reply with quote

Ve-se que o Sr Jose Bouquinhas e um Portugues frustrado com a derrota pelos combatentes de libertacao do poder colonial Portugues nas colonias Africanas, e pensa que pode recuperar algo, ( a sua outo-estima ?!) com a sua propaganda a favor de Portugal. Todo o caboverdiano, com excepcao dos "meninos de mandado" de Portugal, agradecem o Nosso Heroi Nacional. Amilcar Cabral.

Guine Bissau foi so um palco de "da nhos na cu"

saude que bem precisas,
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FACTOS
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PostPosted: Sun Jan 14, 2007 2:03 pm    Post subject: Reply with quote

O cenário: uma casa branca, isolada, de um só piso, um largo terreiro à volta, uma enorme mangueira em frente da casa, um telheiro que serve de garagem; em Conacri, capital da República da Guiné, de que é Presidente Séku Turé.

O tempo: três da madrugada do dia 20 de Janeiro de 1973.

A acção: um carro, um Volkswagen, que o condutor arruma no telheiro. Dois faróis projectam a luz para os ocupantes do veículo que são Amílcar Cabral e a sua segunda mulher, Ana Maria. Uma voz ríspida vem da noite e ordena que amarrem Amílcar. Este resiste. Não deixa que o atem. O comandante do assalto dispara. Atinge-o no fígado. Amílcar, sentado no chão, propõe que conversem. A resposta é uma rajada de metralhadora que acerta na cabeça do fundador do PAIGC. A morte é imediata.

Os autores do atentado:
Inocêncio Kani, que dispara primeiro, um veterano da guerrilha, ex-comandante da Marinha do PAIGC; membros do Partido, todos guineenses.

A Encenação: Noutros pontos da cidade, onde se alojam os cerca de meio milhar de combatentes do PAIGC, grupos pertencentes à revolta, numa encenação, aprisionam os restantes dirigentes sediados em Conacri: Aristides Pereira, Vasco Cabral, José Araújo, entre outros. São todos transportados para uma vedeta que zarpa para Bissau. Seku Turé recebe no palácio presidencial, a 21 de Janeiro, os cabecilhas da rebelião. Tudo leva a crer que apoia os assassinos de Cabral. Mas, surpresa: o Presidente da Guiné-Conacri não dá cobertura. Manda prender os conspiradores, ordena ao Exército que detenha todos os elementos do PAIGC, intercepta, em pleno mar, o barco que leva os prisioneiros para Bissau.

Uma comissão internacional, indigitada por Séku Turé, elabora um inquérito sobre os acontecimentos. A pouco e pouco, os antigos dirigentes do PAIGC são libertados.

A “Limpeza Étnica”: O Conselho Superior de Luta do Partido (PAIGC), comandada por Nino Vieira, Pedro Pires e outros decidem fazer a “limpeza étnica”.

A partir daí, uma teia de denúncias, traições e intrigas vai acelerar as conclusões. Cerca de uma centena de membros do Partido são indiciados, julgados, FUZILADOS. Entre eles, está a maioria dos culpados, mas estão, também, muitos inocentes.

A morte de Amílcar Cabral, envolta em mistério, acabou assim por não ser totalmente esclarecida. Assassinaram todos os testemunhos do atentado, familiares, incluindo CRIANÇAS.

Essa “chacina” permanece ainda hoje nos segredos dos “camaradas”. Centenas de cadáveres estão enterradas em valas comuns.

Porque PEDRO PIRES não fala a VERDADE AO PAÍS?

É esse o homem que temos como Presidente da República!


Testemunhos da época revelam que Amílcar Cabral tinha consciência que poderia ser traído pelos companheiros de luta. Afirmara algumas vezes: "se alguém me há-de fazer mal, é quem está aqui entre nós. Ninguém mais pode estragar o PAIGC. Só nós próprios".

Porque os "camaradas" nunca fazem referência a esta frase do Amílcar?
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Duvida
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PostPosted: Sun Jan 14, 2007 2:06 pm    Post subject: Reply with quote

Sera' ki realmenti nho's tem divida kem ki manda mata Kabral Question
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PostPosted: Sun Jan 14, 2007 2:06 pm    Post subject: Reply with quote

Ha' pessoas dentro do Governo que sabem quem mandou matar Amilcar Cabral. Por favor, abrem a boca e desvendam esse suposto mesterio que nao e' misterio alguma.
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PostPosted: Sun Jan 14, 2007 2:07 pm    Post subject: Reply with quote

Só Ha uma certeza esta "estoria" esta mal contada sendo de salhentar que é provavel que mesmo os "amigos" de Cabral tenham ajudado a mata-lo para assim tirarem dividendos politicos
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PostPosted: Sun Jan 14, 2007 2:07 pm    Post subject: Reply with quote

historia li inda tem thceu pa konta.
kem ki kre kumessa?
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O verdadeiro misterio
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PostPosted: Sun Jan 14, 2007 2:08 pm    Post subject: Reply with quote

Porque será que todas as pessoas que escrevem livros sobre o assassinato de Amilcar Cabral e se debruçam sobre QUEM o mandou matar analisam todos os ângulos menos o mais provável e que salta à vista? O complot para matar Amilcar Cabral foi forjado e ordenado de dentro da ala cabo-verdiana da cúpula do PAIGC. Foram eles os únicos beneficiados com essa morte, ninguém mais. Por isso, os assassinos näo foram agentes secretos da PIDE, da CIA nem do KGB, mas sim combatentes do PAIGC. Já é tempo de se deixar de atirar mais poeira aos olhos das pessoas, porque näo somos parvos.
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Analista politico
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PostPosted: Sun Jan 14, 2007 2:10 pm    Post subject: Reply with quote

FACTOS! wrote:
Testemunhos da época revelam que Amílcar Cabral tinha consciência que poderia ser traído pelos companheiros de luta. Afirmara algumas vezes: "se alguém me há-de fazer mal, é quem está aqui entre nós. Ninguém mais pode estragar o PAIGC. Só nós próprios".

Porque os "camaradas" nunca fazem referência a esta frase do Amílcar?


Para mim. qualquer pessoa pressente a sua morte de forma directa ou indirecta. Cabral pressentio-a. A Frase a seguir deve ser mais explorada.

Este excerto diz muito sobre a explicação da morte de Cabral ...
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Lu de Dulce
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PostPosted: Sun Jan 14, 2007 2:10 pm    Post subject: Reply with quote

Analista, nao compreendo. Com tudo o que pareces saber sobre o PAI, porque eh que votaste naquele partido? Ha algo que nao compreendi?
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Analista Político
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PostPosted: Sun Jan 14, 2007 2:11 pm    Post subject: Reply with quote

Lu, Lu ... és muito espertinho. Laughing

A tua esperteza levou-te a escrever só PAI ... vês ... não escreveste nem CV nem GC. Porque será? ficaste na dúvida, não foi? Essa omissão não foi inocente e tu sabes.

Uma coisa é a história do PAIGC, a morte de Cabral, os dinheiros recebidos de governos dos países nórdicos como Suécias e companhia ( quem poderá falar disso é o sr. Onésimo) ... enfim, todas essas histórias que conhecemos e que ainda hoje estão por esclarecer. Se quiser a minha opinião pessoal, acho que o maior erra da história de Cabo Verde foi ter pedido romanticamente a independência, em vez de seguir pela via de autonomia como fizeram Madeira, Açores, Canárias, Suriname, etc. Mas isso pode ficar para outras análises.

Outra coisa é ter acreditado que o paicv tinha mudado e em 2001 ter dado o meu voto de confiança e de mudança num paicv que me parecia ter percebido o que era viver em Liberdade e Democracia.

Não sei se o Lu consegue peceber essa separação nítida, clara e transparente das águas.

Daqui para a frente podemos discutir vários assuntos, de entre os quais:
- O PAIGC; a Morte de Cabral; o Processo de Independência, suas consequências, seus benefícios, suas virtudes e seus maleficíos e seus defeitos;
- A Mudança em 91;
- As cisões partidárias no MPD
- A Mudança em 2001 e o meu arrependimento em ter votado no paicv
- A União política em torno do MPD
- (...)

Como vê, é preciso ser sistemático e organizado nas ideias para um debate sério sobre o país. Eu não ando como o Lu, smpre com o mesmo discurso, da máfia que assistiu no palácio da Assembleia, no avião e no barco que queria levar para Cabo Verde e que alguém não deixou, etc, etc.

Agora entendo, compreendo e aceito a sua aversão ao MPD. Infelizmente nós cabo-verdianos não sabemos lidar muito bem com a recusa. Todos nós. Ai daquele que nos recusar qualquer coisa. Fazemos tudo para lixar-lhe a vida.

Muitas vezes, quando contamos as nossas histórias, contamos o enredo de tal forma que apresentamos o nosso sujeito num poço de virtudes e no actor principal, sem mencionar nunca as outras versões da história. À partida viciamos a análise e compreensão das nossas próprias histórias. Apresentamos os outros como sendos os "bruxedos" (os Maus) e glorificamos o nosso lado. Apresentamo-nos sempre como o "santinho" (o Bondoso). Mas nem sempre a relidade é assim tão linear ...


Lu di Dulce wrote:
Analista, nao compreendo. Com tudo o que pareces saber sobre o PAI, porque eh que votaste naquele partido? Ha algo que nao compreendi?
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Lu de Dulce
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PostPosted: Sun Jan 14, 2007 2:12 pm    Post subject: Reply with quote

Obrigado pelo elogio, mas nada de sombrio aqui. Refiro-me frequentemente àquele partido como PAI pra não ter que "extensar" GC/CV. Mas compreendo a tua reacção. É como a da maior parte dos CVnos que só vêm o mundo em preto e branco esquecendo-se que entre essas duas côres existem milhões de côres (o hómem da gráfica falou). Falando de gráfica também tinha um projecto nesse sentido.

Estou de acordo contigo quanto à autonomia versus independência, opinião pessoal. Compreendo muito bem teus motivos em relação ao PAI e não tenho problema nenhum com isso. Foste desiludido(a?) por um partido no qual acreditaste. Não compreendo que não possas compreender que eu também fui desiludido pelo meu ex-partido e consequentemente resolví tirar-lhes a minha confiança. Em vez de compreender isso andas à procura de razões negras, com teorias absurdas. É bem simples: o MpD tomou o poder para fazer muito melhor e acho que não fizeram isso. Houve melhoria, é certo mas cometeram os mesmos pecados que os antecessores e só não os vê quém não os quer ver.

Alguns dos temas que mencionas vais ter que me servir de professor pois não tenho dados suficientes para me declarar competente na matéria (sem nenhum sarcasmo).

Ando com os discursos sobre tráfico ilícito pois é o que ví. Gostarias de me ver inventar coisas que não existem só para alimentar o fórum? Se amanhã as galinhas nascerem com dentes é disso que vou falar. Infelizmente não tenho outros casos para apresentar pois vivo na Diáspora há mais de 32 anos e só tenho a contar o que vejo quando viajo a CV (imagina se eu estivesse vivendo aí, decerto que veria muita coisa de ambos partidos ).

Quando conto minhas estórias, apresento factos, sómente factos:
-pessoas estavam morrendo de cólera em CV, o Governo negou a ajuda.
-Ví 3 senhores estrangeiros cometer crime (tráfico de?) primeiro perto dos Seguros e depois dentro do Palácio.
-Oferecí arroz ao mercado e me foi dito que a lei não permitia aquilo, mas a mesma lei permitia a um familiar do PM vender seu cimento.
-Oferecí vôos charters como alternativa ao abuso e imcompetência do nosso TACV e uma pressão terrível foi colocada sobre a Benilde Silva para não me dar a autorização de aterragem.
Onde está a glorificação dessas histórias? São factos que podem ser verificados a qualquer momento. A nunca deixou de ser A mas quando se quer ver negatividade em tudo à sua volta é o que se vê.
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Analista Político
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PostPosted: Sun Jan 14, 2007 2:12 pm    Post subject: Reply with quote

Lu di Dulce wrote:
o MpD tomou o poder para fazer muito melhor e acho que não fizeram isso. Houve melhoria, é certo mas cometeram os mesmos pecados que os antecessores


Muito vago Lu ... Quais são esses mesmos pecados? És Capaz de enumerá-los?

Lu di Dulce wrote:

-pessoas estavam morrendo de cólera em CV, o Governo negou a ajuda.


Lu convenhamos, estás a ser no mínimo maldoso/a. Queres fazer passar a ideia de que o governo (do MPD, claro) queria ver gente a morrer ea sofrer de cólera em Cabo verde? ... por amor de deus Lu. Ignorância e barbaridade tem limite. Sabes o significado da palavra "CÓLERA"? Não deves saber.

Sabias por acaso que Cabo verde pode vir a ter um outro surto a qualquer momento?

Anda p'rái um surto da gripe das Aves, que por acaso até migram de país para país. Os governos têm culpa directa por cusa disso?

Por favor Lu, tu é que estás a ser uma verdadeira Cólera com esses comentários.

Na tua opinião os casos de SIDA em Cabo Verde também devem ser culpa do Governo, se for o MPD no poder, claro.


Lu di Dulce wrote:

-Oferecí arroz ao mercado e me foi dito que a lei não permitia aquilo, mas a mesma lei permitia a um familiar do PM vender seu cimento.


Lu tens licença de Importação/Exportação por acaso para Cabo Verde? ìas custear todas as despezas dessa oferta? Fretes e aluguer de Transporte, carga/descarga, distribuição, etc, etc ... ? Eu estava a precisar de uma ajuda ligeiramente inferior a essa quantia para tirar um menino de rua. Alinhas?

Lu di Dulce wrote:

-Oferecí vôos charters como alternativa ao abuso e imcompetência do nosso TACV ...


Lu despulpa, já pareces o Pai (ou Mãe) Natal. É tudo oferta. A gráfica também era oferta? Very Happy

Lu dexa di troça, módi.

As pessoas aqui no fórum vão começar a gozar com a tua cara, módi. Vá lá ... sejamos sérios.

Uma coisa é negócio. Quando queremos fazer negócio, felizmente hoje em dia há procedimentos em Cabo Verde para os conseguir fazer. O mercado é livre e aberto à concorrência. Qualquer um pode recorrer a licenças de comerciante, de importação/exportação desde que cumpra os requesitos necessários. Cabo Verde recentemente foi considerado como sendo dos sistemas económicos mais livres no mundo para com os investidores. Em África somo nº 1. (Quem fez?)

Outra coisa é o negócio encapuçado de "donativos sociais". Não é justo comparares a tua situação de suposta ajuda social/dádiva com outra situação totalmente distinta de um empresário, no caso o "TIO" (mas podia ser qualquer outro empresário cv). É de uma profunda desonestidade esse tipo de comparação Lu. Se quiseres fazer negócio, faz. tens todos os mecanismos para o fazer, mas por favor, não nos aldrabes com esse jogo de cintura. Tens de esclarecer perfeitamente bem as águas. O teu donativo era mesmo donativo ou era negócio? se for donativo (apoio social) não podes fazer comparações com os direitos de um empresário que tem autorização import/export. É falacioso essa comparação Lu.

Se for um donativo social, que o nosso povo bem merece e precisa, acho que nem devias ter recorrido ao governo. Essas toneladas de arroz ainda existem? se existirem, podes recorrer a uma qualquer associação ou ONG de apoio social, coma a Cáritas por exemplo.

Como vês "A" nunca deixa de ser "A" quando queremos ver transparência nesses processos.

Fiz-me entender?
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VERDADE
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PostPosted: Sun Jan 14, 2007 2:14 pm    Post subject: Reply with quote

Historiador guineense acusa Aristides Pereira e Pedro Pires

CHISSAKO PREPARA LIVRO SOBRE O DESAPARECIMENTO DOS ARQUIVOS HISTÓRICOS DO PAIGC


Mário Chissako lança um repto a Aristides Pereira: “onde é que estão aqueles pacotes de documentos que foram tirados do Secretariado do partido em Conacri para Boé antes dos combatentes virem para Bissau?”. Num desafio, Cissako garante que tem na memória tudo o que estava no “arquivo morto” do PAIGC em Conacri: “há lá muitos problemas relacionados com segredos da luta armada da libertação nacional”

Bissau, 13 Junho – Um livro, a aparecer em breve, da autoria de Mário Cissako, historiador guineense e director do Centro de Documentação Histórica de Luta de Libertação Nacional, ameaça provocar “ondas”. Cissako propõe-se dar a sua “explicação” sobre o desaparecimento dos arquivos da luta de libertação nacional na Guiné-Cabo Verde. Visado: Aristides Pereira, antigo secretário-geral do PAIGC e ex-Presidente da República de Cabo Verde.

Em declarações à Agência Bissau, Mário Cissako contesta a versão de Aristides Pereira: o antigo secretário-geral do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde, diz o historiador guineense, “pode ter baseado o conteúdo do seu livro no relatório falso dos serviços secretos da luta de libertação nacional”. E acrescenta: “Ele não esteve em todos os locais dos acontecimentos durante a luta armada. Pode ter recebido relatórios falsos dos serviços secretos da luta que não reflectiam as versões finais dos acontecimentos que ele critica agora no seu livro”.

E lança um repto a Aristides Pereira: “onde é que estão aqueles pacotes de documentos que foram tirados do Secretariado do partido em Conacri para Boé antes dos combatentes virem para Bissau?”. Num desafio, Cissako garante que tem na memória tudo o que estava no “arquivo morto” do PAIGC em Conacri: “há lá muitos problemas relacionados com segredos da luta armada da libertação nacional”.

Quanto ao “misterioso” desaparecimento dos arquivos, Mário Cissako afirma: “há filha de alguém que veio a Bissau e levou todo o arquivo para fazer uma exposição em Portugal e até hoje não devolveu nada”. Responsáveis? “Pergunta àqueles que estavam no poder na altura”, responde ele. “Para o Historiador guineense – lê-se em Agência Bissau -, o desvio do património histórico da Guiné-Bissau é uma prova inequívoca de que há alguém que não quer que a história do país seja conhecida no mundo como ela é. Por isso, está a tentar esconder a verdade. Considera que se não é verdade que alguém está querer esconder a verdade da história da Guiné-Bissau, por que é que o museu da Guiné-Bissau foi fechado. Será que museu era um dos obstáculos à unidade Guiné e Cabo Verde?”

Esta, em síntese, é a notícia publicada pela Agência Bissau no passado dia 25, assinada pelo jornalista António Nhaga. A 1 de Junho, Nhaga era vítima de um estranho acidente de viação em Bissau e ficava entre a vida e a morte (ver notícia sobre falecimento de director do Diário de Bissau”)
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PostPosted: Sun Jan 14, 2007 2:15 pm    Post subject: Reply with quote

Deveríamos dar mais atenção a este caso e a este artigo.

Precisamente agora que os americanos resolveram começar a divulgar os documentos secretos que afirmam que afinal os TUGAS não tiveram NADA com a morte de Amílcar Cabral!

INQUÉRITO JÁ!

PORQUE ASSASSINARAM (NINO + PEDRO PIRES!) MAIS DE UMA CENTENA DE PESSOAS NA GUINÉ PARA ENCOBRIR A MORTE DE AMÍLCAR CABRAL?!

JÁ É ALTURA DE SABER TODA A VERDADE!

PORQUE MATARAM O AMÍLCAR?

QUEM MANDOU MATAR O CABRAL?

OS CABO-VERDIANOS TÊM O DIREITO DE SABER QUEM MANDOU ASSASSINAR BARBARAMENTE AMÍLCAR CABRAL COM TIROS DE AKA-M À QUEIMA ROUPA, COMO SE ESTIVESSEM A MATAR UM CÃO OU UM ANIMAL QUALQUER!

ASSASSINOS!

CRIMINOSOS!
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Independencia
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PostPosted: Sun Jan 14, 2007 2:19 pm    Post subject: Reply with quote

Conflitos entre caboverdianos e guinenses. Os guinenses nao gostavam dos caboverdianos que estavam a mandar no partido enquanto os guinenses estavam na selva lutando. Cabral infelizmente foi culpado por tudo isso. A inveja que matou Cabral.
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Portugues
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PostPosted: Sun Jan 14, 2007 4:09 pm    Post subject: EUA concluem que Portugal não esteve envolvido Reply with quote

EUA concluem que Portugal não esteve envolvido na morte de Amílcar Cabral

Documentos oficiais foram tornados públicos

Menos de um mês após o assassínio do dirigente histórico do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Amílcar Cabral, os Estados Unidos concluíram que Portugal não esteve directamente envolvido na sua morte. A conclusão foi revelada através de documentos oficiais tornados públicos esta semana em Washington.
De acordo com a agência Lusa, os documentos incluem telegramas, minutas de reuniões ao mais alto nível do governo norte-americano e ainda propostas sobre a política a seguir por Washington face à deterioração da situação militar na Guiné-Bissau e Moçambique.

Amílcar Cabral foi assassinado a 20 de Janeiro de 1973 em Conackry e a 01 de Fevereiro aqueles serviços do Departamento de Estado emitiram um relatório onde referiam: «a maior parte dos sinais indicam (que o assassínio de Cabral) foi resultado de um feudo entre mulatos das ilhas de Cabo Verde e africanos do continente», acrescentando contudo «haver sinais de envolvimento português».

Os documentos revelam ainda que a diplomacia norte-americana se encontrava a par de planos do PAIGC de declarar a independência da Guiné-Bissau nas zonas libertadas do território (o que veio a acontecer em Setembro de 1973) e ainda que, face à deterioração da situação militar, Portugal esteve envolvido em contactos com representantes do movimento de libertação nesse ano. Um estudo dos Serviços de Informações e Investigação do Departamento de Estado datado de 5 de Outubro de 1973 diz que o PAIGC controlava na altura «aproximadamente um terço do território» e avisa que o PAIGC irá pedir a adesão do país à ONU «ainda este ano ou no próximo».

Em Dezembro de 1973, o então secretário de Estado, Henry Kissinger, presidiu a uma reunião em que a situação na Guiné foi discutida e em que Kissinger e outros destacados funcionários manifestaram a sua irritação face à inflexibilidade de Portugal na questão colonial. No encontro o então sub-secretário de Estado para questões políticas, William Porter queixa-se amargamente que «o problema é que eles (os portugueses) não nos dão nada com que possamos trabalhar. Não nos dão nada para que os possamos defender. Não nos dão uma única coisa. Falam muito», disse Porter. Kissinger afirma a certa altura que «não há solução excepto tirar-lhes (os territórios)».

Cinco meses depois o golpe de Estado de 25 de Abril de 1974 evitou que Washington tivesse que tomar uma «decisão política» quanto às colónias portuguesas.

EXPRESSO AFRICA - 07.06.2006

Em: macua.blogs.com/moambique_para_todos/2006/06/eua_concluem_qu.html
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