Para quem tem duvida sobre as diferencas entre PAICV e MpD eis uma carta de "quem sabe":
Caro Aguinaldo.
O jornal da Oposição “Expresso das Ilhas” tem dado grande destaque a Carlos Veiga, como se fosse ele o vencedor das eleições. Quem paga as favas são vocês dos EUA, uns mal reconhecidos, que se esquecem de que foi Veiga quem tornou extensivo o voto aos cabo-verdianos emigrantes, como insinua Armindo Ferreira, marido da Ondinha Ferreira e ex-ministro, que minimiza a vitória de Pires, desenterrando os casos de Coroada, Mãe Joana e Baluarte e afirmando, incompreensivelmente, que não tem partido nem candidato (!!!) Gente de memória curta – diz e repete esquecendo-se do que escreveu no livro “A cortina dos milhões” sobre o desvio dos 2 milhões da Enacol.
Mas percebe-se, perfeitamente, noutro artigo, o choro de José Tomás Veiga, quando lamenta a má sorte do irmão e diz que não vota mais. Adivinha-se-lhe o ranho... Preconiza um novo recenseamento sob a supervisão da ONU (!) e não da CEDEAO. Talvez não se lembre de que os cadernos eleitorais, com as alegadas irregularidades, foram elaborados no tempo do irmão e continham milhares de nomes repetidos (que beneficiaram o MpD na sua maioria qualificada) recentemente suprimidos, o que foi a grande desgraça do partido e candidato perdedores.
O mesmo jornal afirma que os resultados nos EUA são muito contestados, não há transparência e “são poucos os que acreditam que haja algum cabo-verdiano que tenha saído de casa na América, debaixo da tempestade de neve, para ir votar”. Lembrei-me de ti, Aguinaldo, a única pessoa que me telefonou dos EUA, a falar da tempestade e a dizer-me que só foste votar por volta das 2 da tarde. Por conseguinte, foste tu o único votante... porque “a consulesa – continua o jornal não foi votar.
Enfim, tem-se ouvido tantos dilates, pelo que vocês da diáspora passam a ser os maus da fita e têm de se pôr a pau, se um dia o governo mudar. Tenho para mim que a psicose da fraude milita cá em Cabo Verde na cabeça de qualquer perdedor, o que é mau. Fala-se de impugnação e há quem pense que isto vai resultar.
Veiga ausentou-se do país, dois ou três dias depois das eleições. Diz-se que por razões de saúde, mas também já foi noticiado que o Presidente Sampaio e o 1º Ministro Sócrates não o quiseram receber em Portugal. Enfim...
Um abração.