Mas o pior estava para vir: o referido militar de nacionalidade francesa recusou-se a aceitar a multa e resistiu a ordem para acompanhar o agente da autoridade. E desta vez o corpulento agente do CI usou da força visto que o francês esbracejava que nem galinha tonta para o conduzir para dentro do carro da polícia
Mindelo, 03 Junho – Um militar da NATO resolveu estacionar uma viatura civil, que conduzia, em contra mão e no passeio da Praça Nova. O agente da POP passou a respectiva multa e ficou a espera do condutor para lhe entregar a multa e mandar retirar a viatura do local onde estava estacionada.
Só que o referido militar recusou-se a retirar a viatura. Depois de forçado a faze-lo, estacionou a viatura no meio da via. Mais uma vez, agora com a presença de elementos do Corpo de Intervenção, foi obrigado a retirar a viatura do meio da estrada onde passou a condicionar todo o trânsito.
Mas o pior estava para vir: o referido militar de nacionalidade francesa recusou-se a aceitar a multa e resistiu a ordem para acompanhar o agente da autoridade. E desta vez o corpulento agente do CI usou da força visto que o francês esbracejava que nem galinha tonta para o conduzir para dentro do carro da polícia. E foi aí que surgiu um oficial da NATO que delicadamente interveio na contenda. E chamada vem, chamada vai, até que surgiu um oficial das Forças Armadas Cabo-verdianas que colocou água na fervura. A primeira coisa que fez foi convidar o graduado da POP e o militar infractor a entrarem para dentro do Hotel Porto Grande visto que se havia formado uma multidão que assistia ao desenrolar da cena.
Liberal sabe que o graduado da POP manteve firme a sua posição e não desistiu de passar a multa: “estamos em Cabo Verde e aqui a lei e os agentes da lei têm que ser respeitados. Há uma infracção, nós sancionamos”. Tudo indica que o assunto ficou pela multa quando foi evidente que houve “desacato à autoridade”.
Os populares que assistiam a cena elogiaram a postura dos agentes da Polícia da Ordem Pública: “é assim mesmo. A lei é para cumprir. Têm que entender que o nosso País não é desse países africanos onde não existe lei e que tudo se resolve com uma gorjeta”.
Este incidente que poderia ter outras consequências, começa a mostrar que quem devia fazê-lo não está a transmitir as informações correctas aos militares sobre os nossos costumes e as nossas leis. E, era importante saberem que, em Cabo Verde, os agentes de autoridades não são fantoches e que zelam para o cumprimento do que está estabelecido na lei.
