Mais um crime violento na Cidade da Praia
HOMEM ESPANCADO BARBARAMENTE ATÉ MORRER
A morte de Mário foi comunicada ao seu pai desde segunda-feira pelo visinho Badoco que terá prometido matá-lo. Cinco dias depois Mário foi mesmo morto, mas “três dias depois” do aviso do Badoco já teria havido uma tentativa, fracassada entretanto. Um familiar descreve a forma bárbara como Mário foi morto: “deram-lhe porrada e espancaram-no de várias formas, quebraram-lhe os ossos todos e até devem lhe ter introduzido ferro pelo ânus”
Praia, 15 Abril - Amândio Gomes Fonseca, conhecido entre amigos e familiares por Mário, com apenas 29 anos de idade, foi barbaramente espancado até à morte na madrugada de ontem, sexta-feira. O seu corpo, encontrado na “zona do Nuno Duarte, junto à lixeira” lá para as bandas de S. Pedro, arredores da cidade da Praia, foi ontem à enterrar.
O jovem Mário já “foi espancado, por algumas vezes, pelos rapazes que o assassinaram” disse à nossa reportagem um dos tios que também pergunta “como pode um homem fazer uma coisa dessas?”. E conta o que teria acontecido: “os assassinos foram à casa do Mário, rebentaram a porta, tiraram o rapaz de casa, amarraram-no, colocaram-no na viatura e levaram-no completamente nu para a zona do Nuno Duarte, junto à lixeira, onde o espancaram e acabaram por matá-lo”.
A morte de Mário foi comunicada ao seu pai desde segunda-feira pelo visinho Badoco, proprietário de uma oficina mecânica que fica na mesma localidade, conforme contou à nossa reportagem o irmão mais novo da vítima, Edson António: “na segunda feira o Badoco foi ter com o meu pai e disse-lhe que ia matar o meu irmão”. O pai de Mário, ainda muito sentido com a morte do filho, também confirma esta informação.
Aspecto em que ficou a casa da vítima
Aspecto em que ficou a casa da vítima
Edson conta que “três dias depois” do aviso do Badoco, os rapazes que mataram o Mário tentaram apanhá-lo. “Rebentaram a porta da casa dele, mas não conseguiram agarrá-lo porque ele conseguiu escapar-se e entrou em casa do seu vizinho”.
O falecido ainda terá apresentado queixa à Polícia, disse o irmão, e, os agora assassinos, teriam sido intimados a responder na sexta-feira, “mas parece que tudo teria ficado para segunda-feira”. E, continua Edsom, “só que quando acordamos hoje a Polícia veio chamar-nos para irmos lá para cima ver o corpo do meu irmão que tinha sido morto”.
Apesar da dor, Edson consegue ainda contar o que viu: “fomos ao local e encontramos o corpo completamente espancado”. Um outro familiar descreve a forma bárbara como Mário foi morto: “deram-lhe porrada e espancaram-no de várias formas, quebraram-lhe os ossos todos e até devem lhe ter introduzido ferro pelo ânus”.
Mas a morte de Mário é precedida de antecedentes: “eles já têm espancado o Mário. E por isso já tinha um caso no Tribunal com o Badoco”. Por isso, os familiares não têm qualquer dúvida em acusar Badoco como tendo sido o mandante do crime: “Só podem ter sido os seus rapazes que fizeram isso”. Até porque, conforme contou o irmão, “depois dos seus rapazes o terem morto, vieram ter com ele (o Badoco) e foi ele próprio que os levou à esquadra”.
Por isso, os familiares da vítima estranham que a Polícia não tenha ainda prendido o Badoco. “A Polícia deveria prendê-lo. Não entendemos porque não o prendeu. Todos sabem que os que estão presos foram pagos para fazer o que fizeram”, acrescentou um dos parentes da vítima para quem “a Justiça tem que ser feita”.
No local, também ficamos a saber que “já houve uma outra tentativa de matar o Mário. Apanharam-no e colocaram-no no porta-bagagem de uma viatura para irem matá-lo, mas ele conseguiu abrir o porta-bagagem, saltar da viatura em andamento e fugir”. Disseram ainda à nossa reportagem que “os mesmos assassinos já o amarraram antes e passearam com ele na rua da zona, enquanto o batiam”.
De acordo com a Polícia de Ordem Publica, os três acusados encontram-se detidos na Esquadra da Fazenda para serem apresentados a Tribunal na próxima segunda-feira. E a razão do crime poderá relacionar-se com pequenos furtos que a vítima vinha praticando para satisfazer o vício da droga.
Por outro lado, segundo o graduado de serviço, João Carlos, da Esquadra da Achada de Santo António, dois indivíduos foram agredidos na Achada de Santo António por dois guardas-nocturnos. Uma das vítimas foi submetida a uma intervenção cirúrgica, não se sabendo ainda qual é o seu estado de saúde.
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